Mantida prisão de acusado de provocar incêndio que matou o avô e destruiu casas, em Macapá 

O homem está preso preventivamente por mais de dois anos aguardando julgamento, que deverá ser realizado no Tribunal do Júri 

A juíza Lívia Simone Oliveira, da Vara do Tribunal do Júri de Macapá, manteve a prisão de José Raimundo Dias Miranda, acusado de ter provocado um incêndio que destruiu 7 casas, atingiu outras cinco e provocou a morte do avô, no bairro São Lázaro, na Zona Norte de Macapá. 

O crime ocorreu no dia 11 de agosto de 2024, quando o réu teria ateado fogo em um colchão dentro da casa, onde seu avô, Benedito Melo Garcia, de 84 anos, dormia em um dos cômodos.  

Benedito Melo Garcia, de 84 anos, morreu no incêndio

De acordo com relatos de testemunhas, o acusado era dependente químico e já tinha tentado atear fogo na casa em outras oportunidades. inclusive, no dia do crime, ele foi visto bastante transtornado batendo em carros na vizinhança, e depois quebrando móveis dentro da casa.

Depois do crime, José Raimundo fugiu do local e foi preso em seguida em uma área de mata próxima ao Terminal Rodoviário do bairro. Ele aguarda o julgamento no Iapen há mais de dois anos.

Incêndio destruiu 7 casas em uma área de ponte

No decorrer do processo, a defesa tentou desclassificar a conduta para crime doloso, e assim evitar o corpo de jurados, já que a justiça já tinha dado a sentença de pronúncia. O  Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP), negou o pedido, e a conclusão deste julgamento ocorrido no começo de julho, deverá acelerar a realização do júri popular. 

Ao reavaliar a necessidade de manter a prisão, a juíza Lívia Simone considerou a gravidade do crime, pela morte do avô e risco à vida de outras pessoas. Para ela, a conduta violenta representa risco à sociedade em caso de soltura. 

“Avaliando o cenário fático-jurídico delineado no feito, constato que permanecem integralmente hígidos os requisitos autorizadores insculpidos nos artigos 312 e 313 do Estatuto Processual Penal, revelando-se imperiosa a manutenção da prisão”, concluiu. 

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