No início da contagem dos votos, os dois alternaram posições, com o cenário se definindo a favor de Lucas a partir da metade da apuração das urnas

Na reta final da campanha eleitoral, os números para o Senado já indicavam uma disputa direta entre Randolfe (PT) e Lucas Barreto (PSD), um sinal claro de que apenas um dos dois seria reeleito, e teria vaga para mais um mandato.
O início da apuração dos votos, neste domingo, 6, foi bastante nervoso para os apoiadores e os para os próprios candidatos. Os dois começaram alternando o 2º lugar, já que o primeiro foi ocupado de ponta a ponta por Rayssa Furlan (Podemos).
Randolfe teve um mandato bastante atuante, com recursos investidos nos municípios do interior e região metropolitana de Macapá por meio de emendas parlamentares.
O senador do PT apoiou medidas populares como o fim da escola 6 x 1, consolidou a transposição dos servidores do ex-território para os quadros da União, e viabilizou recursos para áreas prioritárias como saúde, educação e segurança pública.
Tudo isso sem contar com a visibilidade que ele tem em nível nacional como líder do governo Lula.
Já Lucas Barreto, apesar de oferecer resistência a iniciativas mais populares no exercício do mandato, pesou a favor dele o apoio do ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan, que liderou do início ao fim da apuração para o governo do Estado.
É fato que Lucas correu risco de perder o mandato. Se Dr. Furlan conseguisse eleger apenas um senador, esse seria sua esposa, Rayssa.
Mas o poder de transferência de voto pesou. Durante a marcha da apuração, a alternância de posições entre Lucas e Randolfe (2º e 3º lugares), foi se encerrando antes da abertura da metade das urnas.
Quando chegou a cinquenta por cento dos votos apurados, Lucas consolidou sua liderança com quase 3% na frente de Randolfe. E à medida em que a apuração avançava, os percentuais só aumentavam.
A ocupação da vaga foi definida quando a apuração chegou a 80%, com uma “larga” vantagem de Lucas Barreto”.








