Festival Quebramar movimenta Macapá com atrações nacionais e internacionais e celebra a cultura amazônica

Em sua 8ª edição, evento reúne artistas do Amapá, de outros estados brasileiros, da Guiana Francesa e do Suriname. Programação gratuita segue até domingo (1º), com shows, teatro, cinema, oficinas e atividades de incentivo à economia criativa

A edição de 2026 prevê 24 shows na programação principal e aproximadamente 50 atrações

Macapá se transforma, nesta semana, em um dos principais pontos de encontro da produção cultural amazônica. Desde terça-feira (27), a capital amapaense recebe a 8ª edição do Festival Quebramar, que reúne músicos, artistas, produtores culturais e representantes de diferentes regiões do Brasil e de países vizinhos.

Com o tema “Integrando as Guianas”, o festival segue até domingo, 1º de novembro, com seis dias de programação gratuita, incluindo apresentações musicais, espetáculos teatrais, cinema, exposições, oficinas e encontros voltados ao fortalecimento da economia criativa.

Realizado pela Baluarte Cultural, o Quebramar tem patrocínio master da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, e realização do Ministério da Cultura.

A edição de 2026 prevê 24 shows na programação principal e aproximadamente 50 atrações considerando as diferentes atividades culturais. O evento também oferece 14 ações formativas, com 270 vagas, além de espaços para empreendedores e uma rodada de negócios voltada ao setor cultural.

Festival fortalece a identidade cultural amazônica

Realizado no Amapá desde 2008, o Festival Quebramar consolidou-se como um espaço de valorização da música independente e de intercâmbio entre artistas da Amazônia.

Neste ano, a proposta amplia as conexões culturais com a Guiana Francesa e o Suriname, dois territórios que compartilham com o Amapá características geográficas, históricas e culturais.

A programação reúne diferentes expressões musicais, como rock, rap, reggae, jazz, guitarrada, carimbó e música eletrônica, além de manifestações artísticas ligadas às tradições amazônicas.

Entre as atrações nacionais estão Black Pantera, MC Taya, Ebony, Jonathan Ferr, Babartuques e Gang do Eletro.

O festival também recebe artistas internacionais, como Souyengé, do Suriname, e Loriane e KG, da Guiana Francesa.

A presença desses artistas reforça a proposta de aproximar a produção cultural do Amapá dos circuitos artísticos nacionais e internacionais.

Artistas amapaenses dividem palco com atrações nacionais

A programação reúne diferentes expressões musicais, como rock, rap, reggae, jazz, guitarrada, carimbó e música eletrônica

Um dos destaques do Quebramar é a participação de artistas locais, que encontram no festival uma oportunidade de apresentar seus trabalhos ao lado de músicos de outras regiões.

Entre os representantes da cena amapaense estão Mocotó Beat, Kobra Sofia, Ind’go e Ocean Gate, selecionados por meio da Batalha de Bandas, iniciativa que promoveu apresentações e votação popular em espaços culturais de Macapá.

A programação também inclui nomes como Afrocriaú, Mano Roots, Juca Culatra e Bell Brandão, entre outros artistas que representam a diversidade musical do estado.

A participação desses músicos contribui para ampliar a visibilidade da produção autoral amapaense e fortalecer sua inserção no mercado cultural.

Banda de Manaus é uma das atrações de sexta-feira

A banda amazonense Casa de Caba está entre as atrações confirmadas para sexta-feira (30), quando dividirá a programação com Black Pantera, MC Taya, Filomedusa e Stereovitrola.

Formado em 2012, o grupo de Manaus desenvolve um trabalho que mistura elementos da música brasileira, experimentações sonoras e instrumentos de percussão.

Com apresentações em diferentes estados brasileiros, a banda construiu uma trajetória associada à valorização da identidade cultural amazônica.

Em entrevista ao portal BNC Amazonas, o vocalista Magaiver Santos destacou a importância da participação no evento.

Segundo o músico, a apresentação representa uma oportunidade de levar a produção cultural de Manaus ao público amapaense e ampliar o alcance da música produzida na região Norte.

A Casa de Caba possui trabalhos como Casa de Caba (2016), Fogo Aflora (2020) e Pico de Jaca (2021).

Festival também promove formação profissional e economia criativa

Além dos shows, o Quebramar oferece atividades destinadas à qualificação de artistas, produtores e profissionais do setor cultural.

No Parque Residência, em Macapá, são realizadas oficinas e debates sobre elaboração de projetos culturais, captação de recursos, sustentabilidade, produção artística e técnicas de som.

A programação inclui atividades de valorização das tradições culturais, como oficinas de carimbó, além de encontros sobre os desafios do desenvolvimento sustentável na Amazônia.

Outro destaque é a Rodada de Negócios, marcada para sábado (31), que reunirá representantes de festivais brasileiros, produtores culturais e delegações da Guiana Francesa e do Suriname.

O objetivo é estabelecer parcerias e ampliar as possibilidades de circulação de artistas amazônicos em diferentes mercados.

A Feirinha Quebramar, organizada em parceria com a Feira Alterna, também integra a programação, com previsão de 40 espaços destinados a empreendedores.

Confira os destaques da programação musical

Realizado no Amapá desde 2008, o Festival Quebramar consolidou-se como um espaço de valorização da música independente

Quarta-feira (28)

  • Anthony Barbosa feat. Sem Fim (AP)
  • Jonathan Ferr (RJ)
  • Clube da Guitarrada (PA)

Sexta-feira (30)

  • Kobra Sofia
  • Matinta Perera
  • Casa de Caba
  • Desolation
  • Filomedusa
  • Stereovitrola
  • MC Taya
  • Black Pantera

Sábado (31)

  • Mocotó Beat
  • Priisca feat. DIF e MC Aiir
  • Luxuosos Corações feat. Bell Brandão e Jhimmy Feiches
  • Loriane (Guiana Francesa)
  • Mano Roots feat. Raidol e Juca Culatra
  • Ebony
  • Calorosa
  • Souyengé (Suriname)

Domingo (1º)

  • Ocean Gate
  • Ind’go
  • Cheiro do Queijo
  • KG (Guiana Francesa)
  • Afrocriaú
  • Gang do Eletro

Cultura como instrumento de integração regional

A realização do Festival Quebramar em Macapá também coloca em evidência o potencial do Amapá como ponto de conexão cultural entre o Brasil, o Caribe e os países do Platô das Guianas.

A localização geográfica do estado, que faz fronteira com a Guiana Francesa e mantém proximidade com o Suriname, oferece oportunidades para o desenvolvimento de projetos de cooperação artística e circulação cultural.

Ao reunir artistas, produtores e empreendedores, o festival busca fortalecer a cadeia produtiva da cultura e ampliar as oportunidades para profissionais que vivem da atividade artística na Amazônia.

A proposta vai além dos espetáculos musicais, incorporando formação profissional, intercâmbio internacional e iniciativas de geração de negócios.

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