Unidade no bairro do Laguinho é a 58ª reconstruída na atual gestão e atenderá mais de 560 estudantes do ensino médio e da EJA

A Escola Estadual Azevedo Costa foi reinaugurada nesta terça-feira (3), no bairro do Laguinho, em Macapá, após receber obras de reconstrução e modernização. Com investimento de R$ 10,5 milhões, a unidade passa a contar com salas de aula renovadas, novos laboratórios, biblioteca, auditório e espaços de acessibilidade.


A entrega foi realizada pelo governador Clécio Luís e marca a 58ª escola reconstruída pela atual gestão. A unidade é uma das mais antigas do Amapá, com 71 anos de história, e tem forte ligação com a cultura negra e as tradições do Laguinho.
Mais de 560 estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) serão beneficiados pela nova estrutura.

A escola conta agora com 14 salas de aula, sala maker, laboratórios de informática e tecnologia, biblioteca, auditório, sala de acolhimento psicossocial e espaço destinado à educação especial. A unidade também recebeu uma nova quadra e melhorias na cozinha.
Durante a reinauguração, Clécio Luís afirmou que a reconstrução da rede física das escolas faz parte da política de investimentos na educação estadual. Segundo ele, além das 58 unidades reconstruídas ou construídas do zero, quase 200 escolas passaram por reformas.
Obra de R$ 10,5 milhões
Os serviços incluíram a substituição da cobertura, instalação de forros de gesso, renovação das redes elétrica e de internet, iluminação em LED e instalação de lousas de vidro nas salas de aula.
Também foram feitas melhorias nos sistemas hidráulico e sanitário, troca de portas e janelas e construção de calçadas e rampas. A escola recebeu ainda mobiliário novo e sinalização para ampliar a acessibilidade.
Escola é parte da história do Laguinho
A reinauguração foi marcada por apresentações de Marabaixo, manifestações de religiões de matrizes africanas e homenagens à memória cultural do bairro.
Quinta escola mais antiga do estado, a Azevedo Costa tem ligação histórica com manifestações culturais como o Marabaixo e o Carnaval, além de preservar referências como o Mestre Sacaca.

Ex-aluno da instituição, o pedagogo Fabio Sacaca, neto do Mestre Sacaca e morador do Laguinho, destacou a importância da reconstrução para a comunidade.
Segundo ele, a escola vai além da função educacional e também representa um espaço de preservação da cultura e da memória dos moradores do bairro.








