Giodilson Pinheiro Borges, o “Dilson Borges”, diz confiar na Justiça e nega envolvimento em irregularidades apontadas pelo MPF e pela CGU

O ex-prefeito de Mazagão, Giodilson Pinheiro Borges, conhecido como Dilson Borges, manifestou-se sobre a ação de improbidade administrativa que reponde na 6ª Vara da Justiça Federal do Amapá, envolvendo também outras oito pessoas físicas e jurídicas. Em contato com o portal ConectAmapá, o ex-gestor afirmou estar “tranquilo” com o andamento do processo e acredita que a instrução judicial permitirá o esclarecimento completo dos fatos.
“Todo gestor, depois de encerrado o mandato, passa por isso. Comigo não foi diferente”, declarou. Para Dilson, a decisão judicial de dar prosseguimento à ação é oportuna, pois permitirá que os elementos apresentados pela defesa sejam analisados com mais profundidade.
A ação é movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e refere-se a suspeitas de fraude em licitação na aquisição de grupos geradores a diesel, contratados por meio do Pregão Presencial nº 007/2016-PMMZ, com recursos do Contrato de Repasse nº 825288/2015, firmado entre a Prefeitura de Mazagão e o Ministério da Agricultura.
De acordo com Dilson Borges, a prestação de contas do convênio foi inicialmente aprovada, mas, posteriormente, foi instaurado um novo procedimento para apurar supostas irregularidades. “Acho muito estranho que isso tenha acontecido. Nunca interferi no trabalho da Comissão Permanente de Licitação (CPL), portanto creio que tudo será esclarecido”, afirmou.
Entre os investigados no processo estão a pregoeira responsável pelo certame, Luana Regina de Sousa Brito dos Santos, e familiares da proprietária da empresa contratada, W. B. de Assis Lobato & Cia Ltda. Auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de superfaturamento e direcionamento da licitação. Empresas usadas como referência de preço de mercado seriam ligadas à vencedora e registradas no mesmo endereço, o que levantou suspeitas sobre a veracidade da concorrência.
A Justiça já determinou a realização de audiência de instrução para o dia 14 de agosto de 2025, quando serão ouvidos réus e testemunhas. O caso integra a Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prioriza o julgamento de ações de improbidade administrativa.
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