O agora ex-deputado Gilvan Máximo (Republicanos-DF) disse que os deputados afetados com a medida farão greve de fome

A Câmara dos Deputados publicou, em edição extra do Diário Oficial da Casa nesta quarta-feira (30/07), o Ato da Mesa nº 209/2025, que declara a perda do mandato de sete parlamentares, incluindo quatro deputados federais do Amapá. A decisão cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que em março deste ano julgou inconstitucionais trechos da minirreforma eleitoral de 2021 referentes às chamadas sobras eleitorais.
Deixam o cargo os deputados Professora Goreth (PDT-AP), Silvia Waiãpi (PL-AP), Sonize Barbosa (PL-AP e Augusto Puppio (MDB-AP), além de Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lázaro Botelho (PP-TO) e Lebrão (União-RO).
O agora ex-deputado Gilvan Máximo (Republicanos-DF) disse que os deputados afetados com a medida farão greve de fome em protesto. O ex-parlamentar disse que os deputados foram eleitos de acordo com as regras vigentes e não foram julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme prevê a Constituição Federal.
“Os deputados estão convocando greve de fome no Congresso. Não fomos julgados pelo TSE – a Constituição diz que os deputados para serem cassados devem ser julgados no TSE. Não tivemos ampla defesa no Supremo. Todos os deputados cassados porque cumpriram a lei estão decretando uma greve de fome dentro da Câmara dos Deputados”, afirmou.
“Hugo Motta apequena o parlamento com decisão dessa. Temos o direito de fazer greve de fome e de recorrer a quem tiver que recorrer. Fomos eleitos dentro das normas vigentes, dentro da lei que foi estabelecida pelo TSE. É uma aberração. Nunca na história da democracia aconteceu isso de sete deputados eleitos serem cassados dessa maneira”, declarou Gilvan Máximo.








