Prefeito Furlan tenta se apropriar de obra federal e revela certo desespero por candidatura ao governo em 2026

Furlan realizou evento para assinar a ordem de serviço da construção de uma nova policlínica em Macapá, obra proposta pelo governo de Clécio Luís ao Governo Lula

O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), deu mais um passo em sua estratégia para tentar viabilizar sua candidatura ao governo do Amapá em 2026, mas a iniciativa acabou se transformando em um novo desgaste político. Sem o mesmo volume de recursos herdados do ex-prefeito e atual governador Clécio Luís (Solidariedade), Furlan tenta capitalizar em cima de obras federais, mesmo quando a autoria e a execução estão sob responsabilidade de seus adversários.

Segundo reportagem do Metrópoles, no último dia 17 de julho Furlan realizou um evento para assinar a ordem de serviço da construção de uma nova policlínica em Macapá, obra proposta pelo governo de Clécio Luís e financiada integralmente com recursos federais do Novo PAC. O investimento está orçado em R$ 30 milhões e foi incluído na lista de projetos aprovados pelo Ministério da Saúde, tendo o Governo do Amapá como proponente oficial.

Apropriação e reação em Brasília

No evento, o prefeito citou o Novo PAC, mas tentou associar a iniciativa a aliados políticos, como o senador Lucas Barreto (PSD) e os deputados federais bolsonaristas Vinícius Gurgel (PL) e Sílvia Waiãpi (PL), todos adversários do governo Lula. Furlan ainda mencionou uma suposta contrapartida municipal, sem detalhar em que consistiria.

De acordo com o Metrópole a manobra irritou lideranças ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enxergaram no gesto uma tentativa explícita de se apropriar de obras federais para fortalecer a imagem pessoal de Furlan às vésperas do calendário eleitoral. No Palácio do Planalto, o episódio acendeu o alerta sobre a necessidade de melhorar a comunicação local das ações do governo federal para evitar que adversários políticos usem essas iniciativas como palanque.

Repercussão negativa

Além da insatisfação em Brasília, a estratégia de Furlan também gerou reação local. Moradores do Residencial Açucena, onde foi realizado o evento, já haviam protestado contra a construção da policlínica e cobraram do prefeito a construção de uma escola municipal, considerada mais urgente pela comunidade.

Estratégia marcada pelo “desespero”

A pouco mais de um ano das eleições estaduais, a postura de Furlan tem sido interpretada como um sinal claro de desespero. Sem projetos de grande impacto para apresentar em sua gestão e pressionado pela popularidade de Clécio Luís, o prefeito aposta em cerimônias e anúncios para tentar se manter bem nas pesquisas como candidato ao governo do Amapá.

Na prática, porém, as manobras têm resultado em efeito contrário: ao invés de fortalecer sua imagem, Furlan tem acumulado desgastes políticos com a população, com adversários e até mesmo com setores do governo federal, cuja parceria será decisiva para o futuro do estado.

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