Condenado por crime no Amapá é denunciado pela PGR por integrar ‘máfia do Pix’ em acampamento bolsonarista

Rubem Abdalla tem histórico criminal no Amapá. Em 2019, foi condenado pelo crime de ameaça

BRASÍLIA — A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Rubem Abdalla Barroso Júnior e Eloisa da Costa Leite por arrecadar mais de R$ 1 milhão para manter uma cozinha improvisada no acampamento bolsonarista montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, no fim de 2022.

A investigação aponta que o casal, apelidado de “máfia do Pix”, solicitava transferências via Pix a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para manter a estrutura de apoio aos manifestantes que pediam um golpe de Estado.

Rubem Abdalla tem histórico criminal no Amapá. Em 2019, foi condenado pelo crime de ameaça e cumpriu pena no estado. Em março de 2023, ele foi preso novamente, dessa vez no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), devido à sua participação no acampamento golpista. Ele permaneceu detido na Papuda entre 22 de março e 21 de julho do mesmo ano.

De acordo com relatório da Polícia Federal, Eloisa passou a receber transferências em massa a partir de novembro de 2022, coincidindo com a instalação do acampamento. Entre novembro e janeiro de 2023, foram creditados pouco mais de R$ 1 milhão em sua conta, dos quais R$ 738 mil foram repassados para outras contas.

Os investigadores sustentam que há “fortes indícios” de que parte expressiva do dinheiro tenha sido utilizada em benefício próprio do casal. A denúncia, apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 9 de julho, teve o sigilo levantado recentemente, trazendo à tona detalhes da movimentação financeira e do suposto esquema.

O caso agora será analisado pelo STF, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o prosseguimento da ação penal.

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