Câmara de Macapá recebe denúncia de jornalistas agredidos por Furlan e instala comissão processante

A referida comissão terá a missão de apurar e processar o processo administrativo instaurado em razão da denúncia contra o prefeito por agressão física a jornalista

A Câmara de Vereadores de Macapá recebeu  nesta terça-feira (19.ago.2025), a denúncia protocolada por jornalistas agredidos pelo prefeito Antônio Furlan (MDB) e aprovou a instalação de uma comissão processante contra o prefeito. O documento tem 30 páginas, reúne imagens do momento da agressão e reconstrói, passo a passo, os fatos que culminaram no ataque durante uma vistoria de obra municipal.

A comissão tem como membros o vereador Ruzivan de Jesus (PRB), Vereadores Alexandre Azevedo ( Podemos) e Vereador Alessandro Monteiro. A referida comissão terá a missão de apurar e processar o processo administrativo instaurado em razão da denúncia contra o prefeito por agressão física a jornalista. Furlan será citado para se manifestar em razão da quebra de decoro do cargo.

Segundo a peça, os profissionais descrevem o contexto da cobertura, os instantes que antecederam o primeiro empurrão e os desdobramentos após a confusão, incluindo registros fotográficos e em vídeo captados por diferentes ângulos. O material aponta pontos de conflito entre as versões públicas apresentadas até aqui e sustenta que a equipe de imprensa atuava no exercício regular da profissão quando foi alvo da violência.

O que diz a denúncia

  • Narrativa cronológica: a denúncia apresenta uma linha do tempo do início da pauta até o encerramento da ocorrência, com a identificação de locais, horários e personagens envolvidos.
  • Corroboração por imagens: fotos e quadros de vídeo foram anexados para “fixar a dinâmica do fato”, indicando a posição de cada participante e a sequência das agressões.
  • Pedidos à Câmara: os jornalistas solicitam que os vereadores adotem as providências previstas na Lei Orgânica e no Regimento Interno, como análise de admissibilidade e eventuais medidas político-administrativas compatíveis com a gravidade narrada.

Por que isso importa

O caso ultrapassa o limite de divergências políticas rotineiras: coloca em debate segurança de jornalistas em serviço, respeito à liberdade de imprensa e dever de transparência de agentes públicos. A presença de farto material audiovisual na denúncia tende a reduzir áreas de sombra sobre o que efetivamente ocorreu, fornecendo aos vereadores um lastro objetivo para a deliberação.

Nota da redação

A reportagem baseia-se no teor do documento de 30 páginas entregue pelos jornalistas e lido hoje na Câmara de Macapá, que detalha o episódio com imagens e descrição minuciosa dos fatos. Espaço permanece aberto para manifestações do prefeito, de sua assessoria e de quaisquer citados

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