A cobrança do presidente ao ex-governador soa de forma estranha, uma vez que indicação de Waldez ao cargo foi feita pelo presidente do senado, Davi Alcolumbre, e não pelo União

Durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (26/08), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi enfático ao afirmar que ministros que não defendem a gestão não podem continuar no governo. Lula cobrou os ministros do União Brasil e do Progressistas a tomarem lado e saírem em defesa do governo.
A fala foi direcionada para os quatro ministros indicados pelo União e PP: Celso Sabino (União), do Turismo; Frederico Siqueira (União), das Comunicações; André Fufuca (PP), dos Esportes; e o ex-governador do Amapá, Waldez Goés (União), da Integração e Desenvolvimento Regional.
Indicação
Goés integra o governo desde o inicio do terceiro mandato do presidente Lula e poderá deixar a pasta no inicio do ano que vem, para disputar uma vaga ao senado ou a Câmara Federal. A cobrança do presidente ao ex-governador soa estranho, uma vez que indicação de Waldez ao cargo foi feita pelo presidente do senado, Davi Alcolumbre, e não pelo União. Góes é filiado (licenciado) ao PDT e não ao União.
Defesa
O presidente também afirmou que o Republicanos, partido de Tarcísio, terá que definir se vai apoiar a candidatura de Tarcísio ou o governo.
A sigla comanda o ministério de Portos e Aeroportos, cujo ministro é o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).
Lula ficou incomodado com a presença de ministros dos dois partidos em eventos recentes organizados pela oposição.
O presidente afirmou na reunião desta terça que, nessas situações, cabe aos ministros defenderem publicamente o governo ao qual fazem parte.
Cobrança aos ministros do União
Essa não é a primeira vez que o presidente Lula cobra uma posição dos ministros do União Brasil. No mês passado, Lula convocou um encontro no Palácio do Planalto para questioná-los se desejam deixar o governo.
Os ministros afirmaram que não desejam deixar a administração federal e que não concordam com o tom crítico adotado por dirigente do partido sobre o desempenho do governo federal.








