Segundo a denúncia o parlamentar teria promovido atividades esportivas sob a marca “Projeto Bruno Igreja”, sem menção à Prefeitura de Macapá, embora houvesse apoio logístico e material da administração municipal

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) recebeu denúncia anônima contra o vereador de Macapá, Bruno Igreja, por suposta utilização indevida de recursos públicos em benefício próprio. O caso foi formalizado como procedimento administrativo e poderá resultar na abertura de uma investigação oficial.
Denúncia e indícios apresentados
De acordo com o parecer nº 0000186/2025 da Assessoria Jurídica da Procuradoria-Geral de Justiça, a denúncia aponta que o parlamentar teria promovido atividades esportivas sob a marca “Projeto Bruno Igreja”, distribuindo uniformes, medalhas e troféus personalizados com sua identidade visual, sem menção à Prefeitura de Macapá ou à secretaria responsável.
Segundo a denúncia, embora houvesse apoio logístico e material da administração municipal, a divulgação das ações teria passado a impressão de que os eventos eram de iniciativa particular do vereador, o que poderia configurar violação ao princípio da impessoalidade na administração pública.

Possível improbidade
O parecer ressalta que, em tese, a conduta pode ser enquadrada como ato de improbidade administrativa, previsto no artigo 11, inciso XII, da Lei nº 8.429/1992, que trata da promoção pessoal de agentes públicos em obras, serviços ou campanhas custeadas com recursos do eráriovereador.
Providências adotadas
A Assessoria Jurídica do MP recomendou que a denúncia fosse registrada como Notícia de Fato, seguindo os procedimentos da Resolução nº 002/2018 do Conselho Superior do Ministério Público, para análise e adoção das medidas cabíveis.
Com isso, caberá ao órgão de execução do MP avaliar se há elementos suficientes para instaurar investigação formal ou outras medidas extrajudiciais.
Contexto político

Bruno Igreja é vereador em exercício na Câmara Municipal de Macapá e figura de destaque em ações ligadas ao esporte comunitário. A denúncia, entretanto, pode abrir um novo capítulo de questionamentos sobre o uso de recursos públicos e a fronteira entre ações de governo e promoção pessoal de mandatários.
O caso segue em análise no âmbito do MP-AP, que deverá se manifestar após os trâmites internos de distribuição e apreciação.
A reportagem tentou contato com o vereador mas não obteve resultado. O espaço segue aberto, caso o vereador desege se manifestar.








