Essa é a primeira vez que o Censo Demográfico pesquisa o tipo de transporte usado pela população

A maioria da população de Macapá utiliza o transporte indicidual indicidual para ir ao trabalho. Os dados são do Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados essa semana.
Segundo a pesquisa 37,2% dos macapaense disseram utilizavar o automóvel da família para chegar ao local de trabalhao. Já o transporte coletivo era usado por 16% daqueles que trabalhavam fora de casa três ou mais vezes por semana, enquanto 10,5% chegavam até o serviço principalmente a pé, 12,6% utilizavam motos, 15,2% usavam bicicleta e outros 3,7% táxi/mototaxi.
Essa é a primeira vez que o Censo Demográfico pesquisa o tipo de transporte usado pela população, no que talvez seja o levantamento mais abrangente do tipo no país. Até o Censo 2010, estimava-se apenas o tempo de deslocamento para trabalho e estudo.

Já o transporte coletivo era usado por 16% daqueles que trabalhavam fora de casa
A duração das viagens em cada tipo de transporte pode inclusive explicar, ao menos em parte, a preferência pelo transporte individual. Na média nacional, mais da metade daqueles que usam carro ou moto chegam ao destino em até meia hora.
A relação é inversa para aqueles que usam ônibus: a maioria leva mais de meia hora para chegar ao trabalho.
O uso de carros e motocicletas nos deslocamentos diários é considerado ruim pela maior parte dos especialistas em mobilidade devido aos efeitos para as cidades: poluição, maior probabilidade de acidentes em comparação com outros modais, e acesso desigual.
Mais pobres e pretos gastam mais tempo no transporte
A população mais pobre, preta e menos escolarizada levava mais tempo para chegar ao trabalho, mostram dados do Censo. A desigualdade se repetia no acesso aos meios de transporte individuais, que na maior parte dos casos garantem tempos de deslocamento mais curtos.
As diferenças entre ricos e pobres estão principalmente nos casos extremos de tempo de deslocamento. Entre aqueles tinham renda domiciliar per capita até meio salário mínimo (R$ 606, em valores de 2022), 7% chegavam ao trabalho em até cinco minutos e 13% levavam mais de uma hora.








