Amapá lidera projeto para fabricação de baterias de veículos elétricos com manganês local

Para preencher essa lacuna estratégica, foi criado o projeto Manganês Bat Brasil

Coordenado pela Equatorial Mineral, sediada em Macapá, o projeto busca desenvolver, em escala experimental, e validar uma rota 100% brasileira

O Estado do Amapá dá um passo decisivo rumo à autonomia tecnológica na transição energética. Apesar de possuir reservas expressivas de manganês, o Estado ainda depende de insumos e tecnologias estrangeiras para transformar esse recurso mineral em matéria-prima para a produção de componentes, células e sistemas completos de armazenamento de energia.

Para preencher essa lacuna estratégica, foi criado o projeto Manganês Bat Brasil, uma iniciativa que promete integrar toda a cadeia produtiva da extração do minério à aplicação final em veículos elétricos.

Coordenado pela Equatorial Mineral, sediada em Macapá, o projeto busca desenvolver, em escala experimental, e validar uma rota 100% brasileira para a produção de um material utilizado na fabricação de baterias de Fosfato de Ferro, Manganês e Lítio (LMFP).

O Secretário de Estado da Mineração (Semin), Mamede Barbosa, destacou o empenho do poder público em viabilizar as condições locais necessárias para as atividades de prospecção, qualificação e purificação de minerais estratégicos no Estado.

“Com a união entre os recursos naturais do Amapá, apoio governamental e inovação industrial, o projeto coloca a Região Norte no centro da transição energética e do avanço tecnológico da mobilidade elétrica no Brasil”, pontuou o secretário.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Edivan Barros de Andrade, vem fortalecendo a parceria com a Equatorial Mineral, empresa que integra o ecossistema do Centro Tecnológico estadual.

Do Amapá para o polo industrial de Manaus

A aplicação demonstradora da tecnologia será o “Leva VIB”, um veículo elétrico autopropelido (que possui um sistema de propulsão próprio) produzido no Polo Industrial de Manaus. Com isso, a iniciativa conecta diretamente a riqueza mineral do Estado do Amapá à ciência avançada de materiais, à manufatura experimental e à mobilidade elétrica sustentável.

O grande desafio técnico do projeto vai muito além do beneficiamento mineral convencional. A equipe precisará controlar teores, fases e impurezas do minério, definir uma composição viável entre manganês e ferro, desenvolver a síntese do LMFP, preservar a capacidade e estabilidade do material, fabricar células reprodutíveis e, por fim, integrar uma bateria segura e funcional a um veículo real.

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