Randolfe aposta no fim da escala 6×1 e na transposição para buscar reeleição ao Senado

Líder do governo Lula coloca duas pautas de forte apelo entre trabalhadores e servidores no centro da reta final da campanha; pesquisas mostram Rayssa Furlan na liderança e disputa acirrada pela outra vaga

Líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe tenta associar a campanha eleitoral à sua atuação em Brasília

A poucos dias das eleições, o senador Randolfe Rodrigues (PT) intensificou a defesa de duas pautas com impacto direto sobre trabalhadores e servidores do Amapá para tentar garantir mais um mandato no Senado: o fim da escala de trabalho 6×1 e na transposição de servidores do antigo Território Federal do Amapá para os quadros da União.

Líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe tenta associar a campanha eleitoral à sua atuação em Brasília justamente quando as pesquisas indicam Rayssa Furlan (Podemos) na liderança da corrida pelo Senado e uma disputa apertada pelas demais posições.

Escala 6×1 vira uma das principais bandeiras

Uma das apostas de Randolfe nesta reta final é a proposta que acaba com a chamada escala 6×1 — modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço para um de descanso.

A PEC 221/2019 já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e está pronta para análise do plenário. O texto reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um preferencialmente aos domingos, e prevê a mudança sem redução salarial.

Randolfe vem atuando publicamente para acelerar a votação. No início de setembro, afirmou que tentaria convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a convocar uma sessão específica para analisar a proposta.

Transposição mira diretamente servidores do Amapá

A outra grande frente política do senador é uma pauta histórica no estado: a transposição de servidores para o quadro da União.

Randolfe tem defendido o avanço da PEC 47, proposta de sua autoria destinada a ampliar a possibilidade de transposição para trabalhadores que ingressaram no serviço público entre 1988 e 1993.

A transposição não é uma pauta nova no Amapá. Ela decorre da transformação do antigo Território Federal em estado e de sucessivas alterações constitucionais e administrativas destinadas a reconhecer o direito de determinados servidores ao quadro federal.

O governo federal mantém, inclusive, estrutura específica para analisar os processos de Amapá, Rondônia e Roraima por meio da Comissão Especial dos Ex-Territórios Federais.

Reta final será decisiva

É nesse cenário que Randolfe chega aos últimos dias de campanha tentando transformar sua posição de líder governista em resultados eleitorais no Amapá.

As duas bandeiras estão, portanto, no centro da agenda parlamentar apresentada por Randolfe ao eleitor nesta reta final.

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