
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (7) o Reajuste Tarifário Anual da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), com aumento médio de 3,54% nas tarifas de energia elétrica no estado.
O reajuste, no entanto, será sentido de forma desigual entre os consumidores. Para o grupo de alta tensão, que inclui indústrias e grandes empresas, a elevação média será de 19,03%, impactando diretamente setores produtivos e comerciais.
Por outro lado, os consumidores de baixa tensão — como residências — terão um aumento simbólico, com variação média de apenas 0,01%, o que reduz o impacto direto no orçamento das famílias.
Para reduzir o índice, A Aneel acatou a proposta da empresa de antecipar R$ 201 milhões em recursos que a distribuidora receberá no processo do UBP (Uso do Bem Público). O valor exato que a CEA terá da repactuação, ainda depende do modelo de rateio, que está sendo discutido pela diretoria em outro processo.
Eventual diferença entre o valor antecipado do UBP e o efetivamente aprovado será objeto de ajuste no processo tarifário da empresa de 2026.
Segundo a Aneel, o reajuste foi influenciado por fatores como custos de transporte de energia, encargos setoriais, compra de energia e itens financeiros que compõem a tarifa.
A Companhia de Eletricidade do Amapá, atende aproximadamente 280 mil unidades consumidoras em todo o estado. O consumo de energia elétrica no Amapá movimenta cerca de R$ 1,15 bilhão por ano, evidenciando o peso do setor na economia local.
A CEA Equatorial emitiu nota sobre o reajuste tarifário, veja na íntegra:
Nessa terça-feira, dia 07 de abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL definiu o reajuste tarifário do Amapá. Informamos que não houve aumento na tarifa de energia para os clientes domiciliares (baixa tensão).
Para esse público, que representa 99,7% dos consumidores do estado — cerca de 271 mil domicílios, o efeito do reajuste não traz impacto nas contas de energia.
A distribuidora reforça seu compromisso com a transparência e com a busca permanente por medidas que contribuam para a modicidade tarifária, aliada à realização de investimentos contínuos, preservando o equilíbrio do sistema e evitando impactos ao consumidor residencial.








