Saída segue regra eleitoral e expõe incertezas sobre viabilidade da candidatura do ex-governador

De acordo com informações publicadas pela Agência Brasil e outros veículos de comunicação com a revista Veja o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, teria deixado o cargo para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026. A suposta saíde atende ao prazo legal de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral e teria ocorrido no mesmo movimento que levou diversos ministros do governo federal a deixarem seus cargos até o fim de março, atendendo à exigência de afastamento até seis meses antes do pleito.
A informação porém não foi confirmada por Waldez Góes e nem pela assessoria dele. A reportagem tentou contato com o ministro, porém não obteve êxito. De acordo com informações obtidas pelo CONECTAMAPÁ, Waldez teria decido permenecer no ministério e não mais disputar o senado nas eleições deste ano.
Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada na tarde desta terça (31), trouxe oito exonerações e nomeações do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. A oficialização ocorreu horas depois da reunião ministerial em que Lula se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições em outubro deste ano, a suposta exoneração de Waldez não consta edição extra do Diário.
Disputa difícil no Senado
Se por um lado a saída do ministro ainda não foi definitivamente confirmada, por outro a disputa ao senado expõe um cenário adverso.
Levantamentos recentes de intenção de voto indicam que o ex-governador não aparece entre os primeiros colocados na corrida ao Senado. Nos cenários avaliados, ele surge atrás de nomes como Rayssa Furlan, Randolfe Rodrigues e Lucas Barreto.
Com apenas duas vagas em disputa, o cenário é considerado altamente competitivo e restritivo.
Desafio eleitoral
A dificuldade de Waldez Góes não é apenas matemática, mas política.
Mesmo com trajetória consolidada — incluindo mandatos como governador do Amapá e presença no governo federal — o ex-ministro terá que enfrentar alto nível de rejeição em parte do eleitorado, concorrência com candidatos já posicionados nas pesquisas e necessidade de reconstrução de base política fora do governo.
Além disso, a saída do ministério retira dele a vitrine institucional e o acesso direto à máquina federal, fatores historicamente relevantes em disputas majoritárias.
A disputa pelas duas vagas ao Senado tende a se tornar uma das mais acirradas dos últimos anos, reunindo nomes com forte capital político, estrutura e presença nas redes.
Sem liderança nas pesquisas e diante de adversários consolidados, o ex-ministro entraria na disputa precisando reverter um cenário adverso — em uma eleição onde não há margem para erro e apenas dois nomes chegarão ao Senado.








