
O Ministério da Saúde iniciou no Amapá o processo de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no SUS. A iniciativa representa um avanço para o cuidado de pessoas que vivem com Diabete Melito no Brasil e amplia as opções terapêuticas na rede pública de saúde. É um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que facilita a rotina dos pacientes.
Além do Amapá, o projeto-piloto também será realizado inicialmente no Paraná, Paraíba e Distrito Federal, contemplando crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa é que mais de 50 mil pessoas sejam contempladas nessa primeira fase.
A iniciativa deve beneficiar cerca de 2,3 mil amapaenses nesta etapa inicial. Para isso, o estado receberá 2,7 mil canetas, das quais 1,6 mil serão destinadas à capital, Macapá, e 1,1 mil encaminhadas à Secretaria Estadual de Saúde para distribuição aos demais municípios.
A capacitação dos profissionais de saúde do Amapá para a transição do tratamento com insulina no SUS ocorreu no dia 27 de janeiro.
A glargina é uma insulina de ação prolongada – de até 24 horas, facilitando a manutenção dos níveis de glicose – e de aplicação única no dia. A transição será feita de forma gradual, a partir da avaliação de cada paciente. Nos quatro estados, o Ministério da Saúde está promovendo treinamento para auxiliar os profissionais de saúde da Atenção Primária. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de expansão para os demais estados do país.
O tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250, para dois meses, na rede privada. A ampliação da sua oferta no SUS está alinhada às melhores práticas internacionais.








