
O Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho reforçaram a ofensiva contra o assédio eleitoral no Amapá. Em reunião realizada em Macapá, as instituições definiram um fluxo integrado de atuação para acelerar a apuração de denúncias de pressões políticas dentro do ambiente de trabalho.
O encontro ocorreu na sede do Ministério Público do Trabalho, na terça-feira (3), e reuniu a procuradora regional eleitoral Sarah Cavalcanti e os procuradores do trabalho Hugo Anciães da Cunha, Thaissa Lauar Leite e Juliana Barbosa Guedes Rauh.
A estratégia é clara: identificar rapidamente casos em que empregadores, gestores ou superiores hierárquicos tentem influenciar ou manipular o voto de trabalhadores, estagiários ou servidores públicos.
O chamado assédio eleitoral ocorre quando há coação, ameaças, constrangimento ou promessas de benefícios para direcionar a escolha política de funcionários. A prática é considerada crime e representa uma violação direta da liberdade de voto.
Com a aproximação das Eleições de 2026, o Ministério Público quer endurecer a fiscalização e ampliar o monitoramento de irregularidades. A integração entre os órgãos permite que um mesmo caso seja investigado simultaneamente nas esferas eleitoral e trabalhista, aumentando a possibilidade de punição.
Além de sanções trabalhistas e civis, os responsáveis podem responder criminalmente e até ficar inelegíveis.
O Ministério Público também reforça o pedido para que trabalhadores denunciem qualquer tentativa de pressão política. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo portal MPF Serviços ou pelo sistema eletrônico do Ministério Público do Trabalho, que garante sigilo absoluto aos denunciantes.








