De acordo com o documento apresentado aos vereadores, as suspeitas remontam ao período em que Mário Neto ocupava o cargo de secretário municipal de Finanças

A Câmara Municipal de Macapá recebeu um pedido formal de cassação contra o vice-prefeito da capital, Mário Neto, acusado de possível envolvimento em irregularidades relacionadas à obra do Hospital Municipal de Macapá. A denúncia foi protocolada por Cleiziane Miranda da Silva e deve entrar na pauta da sessão legislativa marcada para esta quinta-feira (12).
De acordo com o documento apresentado aos vereadores, as suspeitas remontam ao período em que Mário Neto ocupava o cargo de secretário municipal de Finanças na gestão do então prefeito Antônio Furlan. A denúncia sustenta que investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam que parte dos recursos destinados à construção do hospital teria sido desviada para contas vinculadas ao ex-prefeito e à ex-primeira-dama, Rayssa Cadena.
A obra do Hospital Municipal de Macapá já havia sido alvo de questionamentos em investigações federais relacionadas a supostas irregularidades em contratos públicos na capital amapaense. Segundo a denúncia apresentada à Câmara, a atuação do então secretário de Finanças teria sido determinante na liberação de recursos que posteriormente teriam sido alvo de desvios.
Câmara decide se abre processo
Na sessão desta quinta-feira, os vereadores deverão analisar preliminarmente a denúncia e decidir se aceitam ou não a abertura de um processo político-administrativo contra o vice-prefeito.
Caso a maioria dos parlamentares vote pelo recebimento da denúncia, será formada uma comissão processante, responsável por conduzir a investigação no âmbito do Legislativo municipal, garantindo direito de defesa ao acusado.
Ao final do processo, os vereadores poderão deliberar sobre a cassação ou manutenção do mandato do vice-prefeito.
Impacto político
A eventual abertura do processo de cassação deve intensificar o debate político na capital amapaense, já marcada por investigações envolvendo contratos públicos e pela atuação da Polícia Federal em apurações sobre a gestão








