Plenário da Câmara de Vereadores rejeita arquivamento e mantém processo de cassação contra vice-prefeito de Macapá

Mário Neto está afastado do cargo por decisão do ministro Flávio Dino, do STF

Em uma sessão marcada por tensão política, o plenário da Câmara Municipal de Macapá (CMM) decidiu, nesta quinta-feira (23) por 12 votos a favor, 7 contra e uma abstenção, pelo prosseguimento da cassação do mandato do vice-prefeito afastado, Mário Rocha de Matos Neto (Podemos).

A decisão representa uma derrota contundente para a defesa do político, ocorrendo após os vereadores rejeitarem, por ampla maioria, o parecer da Comissão Processante que recomendava o arquivamento das denúncias.

A Reviravolta no Plenário


Até a última quinta-feira (16), o cenário parecia favorável a Mário Neto, após o relator da Comissão Processante, vereador Alexandre Azevedo, apresentar um relatório opinando pelo arquivamento do Processo nº 143/2026-CMM. O parecer alegava falta de provas e impossibilidade de responsabilizar o vice-prefeito por atos do Executivo.

No entanto, ao chegar ao Plenário — instância máxima de decisão — os parlamentares ignoraram a recomendação técnica e política da comissão. Sob pressão popular e diante das graves acusações de corrupção ligadas à construção do Hospital Geral Municipal, a maioria necessária de dois terços dos votos foi atingida para selar o prosseguimento da perda do cargo.

O processo foi motivado por denúncias de fraudes licitatórias e desvio de recursos públicos (cerca de R$ 70 milhões). Mário Neto já se encontrava afastado de suas funções por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da 2ª fase da Operação Paroxismo.



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