Casal suspeito de liderar tráfico no Amapá é preso em área nobre de São Paulo

Investigação interestadual aponta ligação da dupla com a facção Família Terror do Amapá e parceria com o PCC na disputa contra o Comando Vermelho

Um casal suspeito de comandar um esquema de tráfico de drogas no Amapá foi preso nesta quinta-feira (14), em São Paulo, durante a segunda fase da Operação Saldo Zero. 

Os dois atuavam diretamente na coordenação da venda de entorpecentes no estado, mesmo vivendo em um condomínio de alto padrão na Zona Oeste da capital paulista.

De acordo com as investigações, os suspeitos fazem parte da facção criminosa Família Terror do Amapá (FTA), organização que teria fortalecido alianças com o Primeiro Comando da Capital (PCC) para ampliar influência na região Norte e enfrentar grupos rivais ligados ao Comando Vermelho (CV).

A apuração identificou sinais de incompatibilidade entre a renda declarada pelo casal e o padrão de vida mantido em São Paulo. Conforme os investigadores, ambos não possuíam emprego formal, recebiam benefícios sociais e, ainda assim, arcavam com aluguel superior a R$ 2 mil, além de despesas com veículo particular.

Mesmo fora do Amapá, o casal mantinha o controle da distribuição de drogas no Conjunto Habitacional Macapaba, em Macapá, e em outras áreas consideradas estratégicas para a facção. O homem preso seria irmão de um integrante da FTA atualmente detido em presídio federal.

Busca e apreensão em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Foto: GSI-MPPA

A Operação Saldo Zero foi deflagrada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), e mobilizou forças de segurança do Amapá, Pará e São Paulo. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

O MP-AP investiga uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, inclusive com ordens para execuções de integrantes de facções rivais, principalmente no Conjunto Habitacional Macapaba e em áreas da zona sul de Macapá.

‎As investigações apontam que os líderes da organização criminosa movimentaram cerca de 2 milhões de reais e moram em São Paulo e Belém, onde mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos pelo GAECO do MP-SP e pelo GSI do MP-PA. Eles são acusados de integrar e financiar organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico e lavagem de capitais. 

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