Ex-secretário recorre ao MP com denúncias sem provas; Ato soa como tentativa de desviar a atenção da investigação contra Furlan

Em uma manobra que soa como tentativa de desviar o foco de investigações da Polícia Federal, o ex-secretário de Articulação Institucional de Macapá buscou o Ministério Público para atacar o governo estadual

O ex-secretário, que figura como alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal por supostos crimes, agora inverte o discurso

Em um cenário político marcado pela oscilação negativa nas intenções de voto do ex-prefeito e atual candidato ao governo, Antônio Furlan, aliados buscam estratégias desesperadas para tentar reverter a perda de popularidade. O movimento mais recente partiu de um ex-membro do primeiro escalão da gestão de Furlan, Diego César dos Santos Silva, que formalizou denúncias junto ao Ministério Público do Amapá (MP-AP) contra o governo do Estado.

O ex-secretário, que figura como alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal por supostos crimes, agora inverte o discurso, acusando o governo estadual de gerir um suposto “esquema de fake news”. O movimento, visto por analistas como uma tentativa de “tabelar” narrativas, ocorre justamente no momento em que as pesquisas internas e de consumo público apontam uma queda expressiva no desempenho eleitoral de Furlan.

Ausência de provas materiais

Embora tenha prestado declarações à Coordenação das Promotorias de Justiça Criminais de Macapá, o ex-secretário não apresentou, até o presente momento, qualquer documento, prova documental ou elementos probatórios contundentes que validem a existência de um esquema coordenado pelo governo.

A denúncia, que circula amplamente entre apoiadores da campanha de Furlan, carece de sustento jurídico e técnico, limitando-se ao depoimento pessoal de alguém que, ironicamente, enfrenta questionamentos por condutas administrativas sob o escrutínio da PF.

Contexto de queda

A ofensiva jurídica ocorre em um timing estratégico: após semanas consecutivas em que os números de Furlan nas pesquisas de intenção de voto apresentam trajetória de declínio. O uso do Ministério Público como palanque para lançar suspeitas sobre adversários políticos é interpretado por especialistas como uma manobra clássica de cortina de fumaça, visando paralisar o debate político e tentar estancar a sangria eleitoral que assola a campanha do ex-prefeito. Até agora, não há qualquer decisão judicial ou conclusão investigativa que corrobore as alegações feitas pelo ex-secretário, restando apenas o teor das declarações prestadas em sede administrativa. O MP-AP segue os trâmites legais, enquanto a população observa o uso das instituições de controle em meio à disputa eleitoral acirrada no Amapá

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