Morte de policial revela audácia de criminosos e mobiliza megaoperação das forças de segurança

Crime ocorreu enquanto agente estava com a família em área de lazer

A execução do policial civil Manoel Raimundo Leite dos Santos, ocorrida na tarde deste domingo (26), no bairro Araxá, na Zona Sul de Macapá, desencadeou uma das maiores mobilizações recentes das forças de segurança do Amapá. O agente, que estava de folga e passava momentos de lazer com familiares, foi surpreendido por criminosos armados e assassinado a tiros, em um ataque que demonstra a ousadia dos autores ao escolherem como alvo um policial experiente em um local público.

Logo após o homicídio, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) determinou a mobilização de toda a estrutura operacional e dos setores de inteligência para identificar, localizar e prender os responsáveis pelo crime.

Em nota oficial, a pasta lamentou a morte do policial e afirmou que “não deixará este crime impune”, ressaltando que o Estado não tolerará ataques contra agentes públicos em qualquer circunstância.

Ataque em plena luz do dia

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, Manoel Raimundo estava acompanhado da família em uma área de lazer quando foi surpreendido pelos criminosos. O policial ainda tentou reagir à ação, mas acabou atingido por diversos disparos e morreu no local. A Polícia Científica realizou a perícia, enquanto a Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu imediatamente as investigações.

As circunstâncias do assassinato ainda estão sendo apuradas, incluindo a motivação e a possível relação do crime com a atuação profissional do agente.

Força-tarefa e inteligência

A resposta das forças de segurança foi imediata. A Sejusp informou que toda a estrutura de inteligência foi acionada, envolvendo policiais civis, militares e equipes especializadas para rastrear os autores da execução.

Poucas horas após o crime, a operação já apresentava resultados. Um adolescente de 17 anos, apontado pela polícia como um dos envolvidos no assassinato e conhecido pelo apelido de “Ginga”, foi localizado durante a ofensiva policial e morreu após confronto com as forças de segurança. As buscas pelos demais suspeitos continuam.

Profissional respeitado

Manoel Raimundo Leite dos Santos era considerado um dos policiais mais experientes da corporação. Com mais de três décadas de serviços prestados, atuou durante anos no município de Calçoene, onde conquistou respeito entre colegas e moradores pela dedicação ao trabalho policial. Fora da atividade profissional, era apaixonado por futebol e costumava dedicar seu tempo livre à convivência com familiares e amigos.

Crime evidencia ousadia

A execução de um policial civil em pleno período de folga, em um ambiente frequentado por famílias, evidencia a crescente audácia de grupos criminosos e representa um desafio direto às instituições de segurança pública.

O caso também reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança e inteligência do Estado para dar uma resposta rápida e impedir que crimes dessa natureza permaneçam impunes. A expectativa agora é pela identificação e prisão dos demais envolvidos, enquanto as investigações seguem sob responsabilidade da DHPP.

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