No Amapá desafio dos aliados de Lula é transformar mobilização das ruas em vantagem nas urnas

A três dias do segundo turno, apoiadores intensificam campanha para ampliar votação no estado e contribuir para uma virada nacional

No primeiro turno, o presidente terminou à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no estado por uma diferença de apenas 225 votos

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Amapá enfrentam o desafio de converter a mobilização nas ruas em votos neste domingo, 25 de outubro. No primeiro turno, o presidente terminou à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no estado por uma diferença de apenas 225 votos: foram 212.503 para Lula, contra 212.278 para o adversário. Os percentuais ficaram em 45,71% e 45,67%, respectivamente.

O resultado apertado dá peso à disputa por cada eleitor nesta reta final. Como a eleição para governador foi decidida no primeiro turno, os amapaenses voltarão às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República.

Mobilização cresceu entre os dois turnos

No intervalo entre as votações, apoiadores de Lula ampliaram a presença nas ruas de Macapá. Mobilizações de estudantes e militantes, incluindo uma atividade na Universidade Federal do Amapá (Unifap), em 9 de outubro, lcolocaram a campanha nas ruas.

A mobilização petista ganhou dimensão expressiva, enquanto a campanha de Flávio apresentou atuação mais discreta nas ruas do estado. Essa diferença de visibilidade, entretanto, ainda não pode ser traduzida em mudança na preferência do eleitorado

O tamanho das manifestações demonstra capacidade de mobilização dos participantes, mas o resultado dependerá também do comportamento de quem não comparece aos eventos, dos indecisos e dos eleitores que deixaram de votar no primeiro turno.

Questão social atravessa a disputa

Em um estado marcado pela vulnerabilidade econômica de muitas famílias, a proteção social ocupa lugar relevante no debate eleitoral. Programas de transferência de renda, acesso à saúde, emprego e custo de vida dizem respeito às condições concretas de sobrevivência de parte da população.

Para os apoiadores do presidente, o desafio político é ampliar a adesão para além da militância já mobilizada e demonstrar como as propostas da candidatura respondem às necessidades locais.

Disputa nacional segue apertada

Embora tenha vencido no Amapá, Lula busca reverter a desvantagem numérica no cenário nacional. Na pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21), Flávio apareceu com 45% das intenções de voto, contra 44% do petista. Os dois estavam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro.

Nesse contexto, ampliar a diferença no Amapá pode contribuir para o desempenho nacional de Lula. A votação presidencial é definida pela soma dos votos válidos de todo o país, e não pelo número de estados conquistados.

Até domingo, a tarefa dos apoiadores será transformar o entusiasmo dos atos em comparecimento às seções eleitorais e conquistar novos votos. Depois de um primeiro turno separado por apenas 225 eleitores, a disputa no Amapá permanece aberta.

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