3ª descoberta no poço Morpho eleva expectativa sobre petróleo no Amapá

Por Thiago Freitas
Com o 25º Produto Interno Bruto (PIB) do país, registrado em R$ 28 bilhões em 2023, o estado do Amapá vislumbra uma transformação econômica significativa.
Simulações da Agência Amapá indicam que, em um cenário hipotético de produção de 500 mil barris de petróleo por dia, o estado poderia arrecadar até R$ 6,6 bilhões por ano em royalties e gerar entre 3 mil e 30 mil postos de trabalho.
Diante da projeção, o Governo do Estado já avalia a criação de um fundo soberano para gerir os recursos e transformar a receita finita do petróleo em patrimônio duradouro para a população. Em paralelo, o Sebrae Amapá iniciou ações de capacitação para preparar empresas e fornecedores locais para entrarem na cadeia produtiva do setor de petróleo e gás.
3ª descoberta de petróleo no Amapá
A Petrobras confirmou a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na chamada Margem Equatorial. O anúncio, realizado em 29 de outubro, renovou as expectativas em relação ao potencial energético da região.
O poço está situado em uma profundidade de lâmina d’água de 2.886 metros, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Apesar do achado, a viabilidade comercial da produção ainda não está confirmada. Caso os testes comprovem a viabilidade técnica e econômica, o início da extração pode levar de seis a sete anos.
Para a estatal, a Margem Equatorial é considerada a principal aposta para a recomposição de suas reservas de petróleo e para a garantia da demanda energética do país nas próximas décadas.
Segundo estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o volume recuperável estimado apenas na porção mapeada da Bacia da Foz do Amazonas é de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. Se consideradas as áreas de extrapolação geológica, o potencial pode chegar a 10 bilhões de barris.
Até 2030, o plano de negócios da Petrobras prevê o investimento de US$ 2,5 bilhões e a perfuração de 15 poços ao longo da Margem Equatorial, ressaltando que ainda não há garantia de novas descobertas comerciais.








