Suspeito inventou uma suposta trama de adultério e disse ter recebido R$ 1,5 mil para matar a vítima; sob ameaças contra a família, homem fez transferência via Pix

Um criminoso que se apresentou como membro da facção criminosa FTA foi denunciado pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) por extorquir um morador de Macapá usando uma falsa ameaça de execução.
Para pressionar a vítima, o acusado teria inventado uma história de adultério, afirmando que havia recebido dinheiro para matá-la e ameaçado também a segurança de familiares.
De acordo com a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Macapá, o caso ocorreu em 22 de julho de 2025. Na ocasião, a vítima estava em uma clínica médica, acompanhada da esposa, quando começou a receber ligações e mensagens de um número desconhecido.
O suspeito teria usado fotografias da vítima e de uma mulher, retiradas do Facebook, para criar uma história de suposta traição e envolvimento em um plano de homicídio. Durante as ameaças, afirmou que havia recebido R$ 1,5 mil do marido da mulher da foto para executar a vítima.
Para supostamente cancelar a ordem de morte, exigiu inicialmente R$ 1 mil. O acusado também teria ameaçado a mãe da vítima, dizendo: “Tu não vai querer prejudicar a dona Dalgisa”.
Com medo de que as ameaças fossem concretizadas, a vítima realizou uma transferência de R$ 300 via Pix. As investigações apontaram que o dinheiro foi enviado para uma conta registrada em nome de Anderson Luiz da Silva Menezes
MP pede condenação e indenização
Na denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Ubirajara Valente Éphina, o Ministério Público atribui ao acusado o crime de extorsão, e como elementos de prova, apresentou boletim de ocorrência, o depoimento da vítima, o comprovante da transferência bancária, os dados cadastrais da conta que recebeu o dinheiro e relatórios de atividades telefônicas.
O MP pede a condenação do acusado, e uma reparação mínima de R$ 5 mil pelos danos causados.
A denúncia foi recebida no dia 24 de outubro, quando o juiz Diego Moura de Araújo, da 4ª Vara Criminal de Macapá, deu dez dias para que o acusado apresente defesa.
Anderson, que agora é réu na ação penal, está preso por um outro processo.








