Justiça obriga Dr. Furlan a corrigir repasse de duodécimo à Câmara de Vereadores de Macapá

De acordo com os cálculos do legislativo municipal, mensalmente, a prefeitura de Macapá deixou de repassar mais de R$ 1 milhão

O juiz convocado, Marconi Pimenta, determinou que a prefeitura de Macapá repasse mensalmente à Câmara de Vereadores do município, R$ 5.032.117,66. De acordo com  decisão, este é o valor correspondente ao duodécimo integral que deve ser pago ao legislativo. 

A decisão atende a um mandado de segurança impetrado pelo presidente da Casa, Pedro Dalua, que cobrou a correção no repasse duodecimal, alegando que estaria sendo considerado à menor (R$ 4.096.785,270), desde o mês de janeiro de 2025. O vereador argumenta que o cálculo adotado pela prefeitura está equivocado e pediu a correção e a devolução dos valores retroativos. 

No recurso à justiça, Dalua argumentou ainda que, além de efetuar os repasses com base em estimativa inferior, o prefeito Dr. Furlan, estaria realizando descontos mensais a título de parcelamento de dívidas de gestões anteriores da Câmara, manobra que é vedada pela legislação e reduz ainda mais o duodécimo. 

Em decisão liminar, o juiz convocado determinou que seja feito o repasse mensal de R$ 5.032.117,66 a Câmara de Vereadores, e que a prefeitura de Macapá se abstenha de fazer qualquer desconto de dívidas anteriores do Legislativo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, “a incidir pessoalmente sobre o gestor responsável, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, inclusive por crime de responsabilidade”. 

Marconi Pimenta negou apenas o pedido de devolução das diferenças retroativas de janeiro a julho. 

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