Morte de major: policial penal Uzias Palmerim permanece preso

Polícia Civil analisa imagens, depoimentos, armas e trajetória dos projéteis para individualizar responsabilidades

Policial Penal Uzias Palmerim aparece nas gravações efetuando disparos quando o major Anderson Fernandes já estava caído

Dos quatro policiais penais que se apresentaram à Polícia Civil após a troca de tiros que terminou com a morte do major da Polícia Militar Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos, somente Uzias Palmerim de Santana Júnior permanece preso.

Os policiais penais Wilson Pontes Neto dos Reis, Sérgio Ricardo da Silva Guerra e Márcio Douglas Morais Amanajás foram ouvidos e liberados. Uzias permaneceu sob custódia e deverá ter sua situação cautelar analisada pela Justiça.

O major Anderson Fernandes, subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar do Amapá, morreu após uma troca de tiros na manhã de domingo (27), depois de uma confusão iniciada em um estabelecimento na Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, em Macapá.

Imagens pesaram na manutenção da prisão

As imagens de câmeras de segurança estão entre os principais elementos utilizados pela Polícia Civil para tentar reconstruir a sequência dos acontecimentos.

De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, Uzias aparece nas gravações efetuando disparos quando o major Anderson Fernandes já estava caído.

Esse elemento teria levado à manutenção de Uzias sob custódia enquanto os outros três policiais penais foram liberados depois dos depoimentos.

A permanência do policial penal preso, entretanto, não significa que esteja definida a autoria do disparo que provocou a morte do major.

A perícia ainda precisa determinar a origem e a trajetória dos projéteis, além de confrontar as imagens com os depoimentos e demais provas reunidas no inquérito.

Troca de tiros que terminou com a morte do major da Polícia Militar Anderson Leite Rodrigues Fernandes

Polícia Civil: três liberados continuam investigados

A Polícia Civil esclareceu nesta segunda-feira (28) que a decisão de não manter os outros três policiais penais presos não representa reconhecimento de inocência.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia da Capital, delegado Leonardo Leite, não havia, naquele momento, elementos visuais conclusivos suficientes para individualizar a conduta dos três agentes liberados.

Eles continuam figurando como investigados.

Os policiais penais envolvidos também foram afastados de suas funções e tiveram as armas apreendidas para realização dos exames necessários à investigação.

A apuração está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Caso

A versão apresentada pela defesa dos policiais é de que a discussão teria começado dentro do estabelecimento por uma questão de espaço e posteriormente continuado na área externa.

Imagens registraram o major arremessando uma garrafa em direção ao grupo e, na sequência, sacando uma arma. Os policiais penais também aparecem armados e ocorre a troca de tiros.

Polícia tenta descobrir quem efetuou primeiro disparo

Um dos principais pontos ainda sem resposta é quem efetuou o primeiro disparo com arma de fogo.

A Polícia Civil informou que trabalha justamente para estabelecer a sequência exata do confronto.

A perícia também deverá apontar qual projétil provocou a lesão fatal no major Anderson Fernandes e de qual arma ele partiu.

Somente depois desse trabalho será possível individualizar com maior precisão a responsabilidade de cada participante.

Uzias é o único que continua preso

Até o momento, portanto, a situação dos quatro policiais penais apresentados à Polícia Civil é a seguinte:

Uzias Palmerim de Santana Júnior — permanece sob custódia;

Wilson Pontes Neto dos Reis — liberado após depoimento;

Sérgio Ricardo da Silva Guerra — liberado após depoimento;

Márcio Douglas Morais Amanajás — liberado após depoimento.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

erro: Conteúdo protegido!!