MP denuncia madeireira suspeita de armazenar irregularmente mais de 1,3 mil m³ de madeira 

Fiscalização do Ibama encontrou grande volume em tora sem licença no pátio da empresa em Laranjal do Jari; Ministério Público pede condenação por crime ambiental

Imagem ilustrativa

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) denunciou à Justiça a empresa Agregue Indústria, Comércio e Transporte de Madeiras, por crime ambiental, após uma fiscalização do Ibama identificar um grande volume de madeira armazenada de forma irregular no pátio da madeireira, em Laranjal do Jari.

O Conectamapa tenta contato com a empresa. O espaço está aberto para manifestação

De acordo com a denúncia, durante a operação realizada pelo Ibama, os agentes ambientais encontraram 1.307,601 metros cúbicos de madeira em tora, de diferentes espécies, armazenados sem licença válida expedida por órgão ambiental. 

A irregularidade foi constatada após a comparação entre o estoque físico existente no pátio e os registros do Documento de Origem Florestal (DOF), sistema oficial de controle da produção e transporte de produtos florestais. Segundo os fiscais, toda a madeira encontrada estava sem cobertura de autorização para armazenamento.

Na ação, o MP sustenta que as irregularidades foram comprovadas por meio de auto de infração, relatório de fiscalização e termo de apreensão produzidos durante a inspeção. 

Conforme a denúncia, o armazenamento de madeira sem o licenciamento favorece a circulação de produtos florestais de origem irregular e contribui para o avanço do desmatamento ilegal, motivo pelo qual o MP considera configurado o crime ambiental.

Dois administradores da empresa também foram denunciados à justiça. Eles seriam os responsáveis pelo depósito irregular. 

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