
A portaria que concede a licença ao promotor de justiça João Paulo Furlan, foi assinada nesta terça-feira (10) pelo procurador-geral em exercício, Nicolau Crispino.
Os efeitos da portaria passam a contar a partir de seis de março, dia da posse de João Furlan na presidência da Associação dos Membros do Ministério Público do Amapá. O promotor segue recebendo normalmente seu salário e vantagens.
A licença para cumprir mandato na entidade (2026/2028), coincide com o fim do período de afastamento determinado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.
Em janeiro, ele foi suspenso por 60 dias pelo CNMP por ter sido citado em uma investigação sobre compra de votos com cestas básicas e gasolina para a campanha eleitoral de seu irmão, Dr. Furlan (PSD), que até a semana passada era prefeito de Macapá.
A denúncia foi levada à justiça pela Procuradoria Regional Eleitoral, por suspeita de crimes de corrupção eleitoral e organização criminosa. Segundo o MPF, houve ainda a prática de atividade político-partidária nas eleições municipais de 2024.
Embora não exista acusação de que o promotor tenha usado diretamente o cargo para beneficiar o irmão, que é pré-candidato ao governo do Amapá, a licença se torna uma medida razoável diante dos fatos investigados pelo Ministério Público Eleitoral.








