Procuradoria Geral Eleitoral defende continuidade de ação no TSE que pode tornar Furlan inelegível

A manifestação ocorre após o pedido de desistência apresentado pelo ex-senador Gilvam Borges, autor da ação

A manifestação foi assinada pelo vice-Procurador-Geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou contra o arquivamento do recurso que tramita no Tribunal Superior Eleitoral e pode tornar inelegível o ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao Governo do Amapá, Antônio Furlan. A manifestação ocorre após o pedido de desistência apresentado pelo ex-senador Gilvam Borges, autor da ação, em um movimento que provocou forte repercussão política nos bastidores.

Conforme o documento encaminhado ao TSE, a PGE sustenta que o caso possui evidente interesse público e que a desistência da parte autora não impede a continuidade da análise judicial, especialmente diante da natureza eleitoral da ação e das consequências que podem atingir a lisura do pleito. Segundo a manifestação, cabe ao Ministério Público Eleitoral assumir a titularidade recursal e prosseguir com o julgamento.

A ação questiona supostas condutas vedadas praticadas durante a campanha eleitoral de 2024, envolvendo eventos como Arena Beiradão e Macapá Verão 2024, apontados como possíveis instrumentos de promoção eleitoral com uso da máquina pública.

O pedido de desistência apresentado por Gilvam Borges chamou atenção porque ocorreu poucos dias após uma reunião reservada com Antônio Furlan. Nos bastidores políticos, o encontro passou a alimentar especulações sobre uma possível composição eleitoral entre os dois grupos para as eleições de 2026.

Veículos de imprensa chegaram a divulgar que o ex-senador e o ex-prefeito teriam avançado em conversas para definir um nome a vice-governador na chapa encabeçada por Furlan. Além disso, também circulam informações de que o grupo empresarial da família Borges — proprietário de diversas emissoras de rádio no estado — poderia ser contemplado com contratos e verbas da área de comunicação em uma eventual futura gestão.

A manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral muda o cenário político e jurídico do caso. Na prática, se o TSE acolher o entendimento do Ministério Público, o processo seguirá normalmente, independentemente da desistência de Gilvam, mantendo viva a possibilidade de condenação e declaração de inelegibilidade de Furlan.

O caso ganha ainda mais peso porque Furlan deixou recentemente a Prefeitura de Macapá após ser afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Paroxismo, da Polícia Federal, que investiga supostos desvios de recursos públicos nas obras do Hospital Municipal de Macapá.

Agora, a palavra final caberá ao TSE, que decidirá se homologa a desistência ou mantém o julgamento sob condução do Ministério Público Eleitoral. O desfecho pode impactar diretamente o tabuleiro político do Amapá nas eleições de 2026.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!