Silvia Waiãpi tem candidatura rejeitada pelo PL e questiona tratamento dado a Furlan, também réu na justiça

Em vídeo nas redes sociais ex-deputada questiona a cidadania de Furlan, nascido em Costa Rica, enquanto ela, amapaense, não recebe o mesmo tratamento

A ex-deputada Silvia Waiãpi teve sua pré-candidatura rejeitada pelo Partido Liberal (PL) em decorrência de supostas ações na justiça. Após a negativa, a ex-parlamentar utilizou as redes sociais para manifestar indignação e questionar a cidadania e o tratamento político dado ao ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan.

Em sua manifestação, Silvia apontou um duplo padrão por parte da legenda. Enquanto ela — que é uma mulher indígena e também ré em processos judiciais que ainda não transitaram em julgado — teve a sua candidatura barrada, Furlan foi escolhido como o candidato da coligação.

“Eles preferem dar direitos a um homem que não é brasileiro para tirar o direito de uma mulher indígena”, declarou a ex-deputada em suas redes sociais.

Recentemente durante ações da Polícia Federal, Silvia foi as redes declarar apoio ao ex-prefeito que agora nada teria feito para garantir a candidatura dela.

O Contexto dos Envolvidos

Antônio Furlan: O ex-prefeito nasceu em São José/Costa Rica, embora seja filho de brasileiros. Costarriquenho de nascimento, Antônio Furlan se mudou com 10 meses para Belém, onde cresceu e se formou.

Ele é investigado pelo suposto desvio de recursos públicos destinados às obras do hospital geral de Macapá e também responde a ações na justiça eleitoral que podem culminar em sua inelegibilidade.

Silvia Waiãpi: A ex-deputada perdeu inicialmente o mandato devido às chamadas sobras eleitorais e, posteriormente, teve o mandato cassado sob a acusação de uso de verba de gabinete para a realização de procedimentos de tratamento estético.

A controvérsia expõe divisões internas na coligação do ex-prefeito, pré-candidato ao governo, e também o embate nos bastidores políticos locais sobre critérios de elegibilidade, o andamento de processos judiciais sem trânsito em julgado e os critérios adotados pelos partidos na formação de chapas majoritárias e proporcionais.

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