Gilvan Endryl Seixas é acusado de atrair Daniel César para uma área de mata, atirar na cabeça da vítima e esconder o corpo em local de difícil acesso; crime ocorreu em setembro de 2025

A juíza Lívia Simone Oliveira de Freitas, da Vara do Tribunal do Júri de Macapá, recebeu nesta quinta-feira, 10, a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP) contra o policial militar Gilvan Endryl Seixas Barros, acusado do assassinato do personal trainer Daniel Cesar Del Castillo da Silva, em Macapá.
De acordo com a acusação, em setembro de 2025, Gilvan Endryl teria atraído Daniel César para um local isolado, no Quilombo do Curiaú, aproveitando-se da relação de confiança entre os dois. No local, o policial teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a cabeça do personal trainer.

Após o assassinato, ainda segundo o Ministério Público, o acusado teria tentado esconder o corpo da vítima em uma área de mata de difícil acesso.
Denúncia aceita pela Justiça
Ao analisar a denúncia e o inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a juíza entendeu que existem elementos suficientes, nesta fase do processo, indicando a possível autoria atribuída ao policial, e que não há motivo para rejeitar a denúncia.
Com isso, Gilvan Endryl passou à condição de réu e responderá à ação penal, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Prisão preventiva é mantida
Na decisão, a juíza considerou que continuam presentes os motivos que levaram à decretação da prisão do Policial Militar. Entre os fatores apontados estão a gravidade do crime, o modo de execução atribuído ao acusado — com disparo de arma de fogo seguido da ocultação do cadáver.
Segundo a magistrada, a conclusão das investigações e o oferecimento da denúncia não são suficientes, por si só, para afastar a necessidade da prisão.
Relembre o caso
Segundo as investigações, no dia 6 de setembro do ano passado, Daniel saiu na companhia de Gilvan. Durante o trajeto, o suspeito teria matado o personal trainer com um tiro na cabeça. Após o crime, o acusado ficou com o carro da vítima por cerca de uma semana.
Daniel, de 36 anos, foi encontrado morto no dia 12 de setembro de 2025 às margens da rodovia AP-70, em Macapá. O corpo estava em avançado estado de decomposição.
O carro da vítima não foi localizado junto ao corpo. Dias depois, o veículo foi identificado em um assalto a um estabelecimento comercial praticado por dois homens — um deles, o policial militar Gilvan Endryl Seixas. A partir daí, a Polícia Civil conseguiu conectar os casos.
Não foi possível determinar a motivação do crime. Foi identificado que Daniel ajudava Gilvan na preparação para o exame de aptidão física (TAF) da PM.








