Decisão liminar da Justiça do Trabalho determinou que a empresa interrompa imediatamente práticas para tentar influenciar as escolhas políticas dos funcionários

Quatro dias depois da decisão da Justiça do Trabalho, o Supermercado Novo Lar se manifestou pelas redes sociais da empresa. A publicação no instagram garante que as acusações não são verdadeiras e que não há coação, ameaça ou imposição quanto ao posicionamento político dos funcionários.
A nota de esclarecimento, publicada nesta segunda-feira, 19, afirma que a empresa “jamais obrigou qualquer funcionário a utilizar camisetas de natureza político-eleitoral, tampouco condicionou a manutenção do emprego, benefícios ou direitos trabalhistas ao apoio a qualquer candidato ou partido político”.
Em outro trecho, a gerência do supermercado diz que tem respeito aos seus colaboradores, “reconhecendo que a liberdade de pensamento, de manifestação política e de voto é um direito individual de cada cidadão”.
Em outra nota, também publicada nas redes sociais, a empresa assegurou que cumpre a decisão judicial e que nenhum trabalhador receberá qualquer tipo de retaliação por causa da sua escolha eleitoral.
Assédio foi apontado pela Justiça Eleitoral
A Justiça do Trabalho determinou que o supermercado de Oiapoque, no Amapá, interrompa imediatamente práticas que possam constranger funcionários ou influenciar suas escolhas políticas. O assunto foi mostrado em reprotagem do Portal ConectAmapa.
A decisão liminar foi concedida na quinta-feira (15), após ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apura indícios de assédio eleitoral na empresa.
A investigação começou após uma denúncia encaminhada pela Promotoria de Justiça Eleitoral da 4ª Zona Eleitoral de Oiapoque. Segundo a comunicação, trabalhadores estariam sendo obrigados a usar camisetas com mensagens de apoio político-eleitoral durante o expediente. A situação teria sido constatada em fiscalização realizada no estabelecimento.








