Juiz autorizou o uso de perícias sobre a morte e o local do crime, mas retirou vídeos considerados sem relação com o caso. Delson Júnior será julgado nesta quinta-feira (22)

O julgamento de Delson Júnior Cardoso, acusado de matar a ex-companheira Rivone Pereira dos Santos, em Santana, na Região Metropolitana de Macapá, entra na fase final de preparação com a inclusão de laudos periciais que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
A decisão foi assinada nesta terça-feira (20) pelo juiz Fábio Silveira Gurgel do Amaral, da 2ª Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santana.
O magistrado autorizou a permanência no processo dos laudos necroscópico e pericial do local de morte violenta, considerados relevantes para a análise dos fatos pelos jurados, e foram apresentados dentro do prazo.
Por outro lado, determinou a retirada de cinco mídias, entre elas vídeos de uma série de ficção e gravações de diálogos genéricos sobre estratégias de defesa, por não terem relação com o crime investigado.
Segundo o magistrado, a exibição desse conteúdo poderia confundir os jurados e criar avaliações sem relação com as provas do caso.
A sessão está marcada para quinta-feira (22), no Tribunal do Júri de Santana. O caso será levado a julgamento menos de dez meses após o assassinato, que teve grande repercussão pela violência empregada contra a vítima.
Crime ocorreu no primeiro dia de 2026
De acordo com o inquérito policial, Delson matou a ex-companheira Rivone Pereira dos Santos em 1º de janeiro de 2026, no bairro Hospitalidade, em Santana. Segundo a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), ele desferiu diversos golpes de faca contra a mulher, que não resistiu aos ferimentos.
As investigações apontam que o crime foi motivado por ciúmes e sentimento de posse, mesmo após o fim do relacionamento. O ataque ocorreu na presença da filha do casal, de 17 anos, que testemunhou a violência e relatou os acontecimentos.

Em depoimento, Delson confessou ter cometido o crime e afirmou que “perdeu o controle” após uma discussão. Testemunhas também relataram que o relacionamento era marcado por conflitos e histórico de violência doméstica.
O acusado foi preso em flagrante no dia do assassinato e permanece preso enquanto aguarda o julgamento.
A sessão desta quinta-feira será o momento em que os jurados analisarão as provas e decidirão sobre a responsabilidade criminal do acusado. O caso chega ao plenário sob a expectativa de uma resposta da Justiça diante da brutalidade do crime e da violência contra a mulher.








