
O Ministério da Saúde dará início a uma nova etapa de qualificação de profissionais de saúde para ampliar o acesso ao implante contraceptivo subdérmico Implanon no Sistema Único de Saúde (SUS). No Amapá, a capacitação ocorrerá em Macapá, nos dias 27 e 28 de maio, com previsão de treinar 150 profissionais da atenção primária.
A ação integra o segundo ciclo de oficinas promovidas em todo o país, com foco em municípios com menos de 50 mil habitantes. A meta nacional é qualificar mais de 11 mil médicos e enfermeiros, por meio de 32 treinamentos presenciais que combinam teoria e prática.
Durante as oficinas, os participantes terão acesso a atividades com simuladores anatômicos e acompanhamento de facilitadores do ministério, com ênfase na inserção segura do implante, retirada e manejo de possíveis intercorrências. A carga horária foi ampliada, sendo de 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos.
Além da capacitação técnica, os encontros também promovem discussões sobre saúde sexual e reprodutiva, incluindo direitos reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e acolhimento de casos de violência na atenção básica.
O Implanon é considerado um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, com duração de até três anos. Após esse período, o dispositivo deve ser retirado, podendo ser substituído gratuitamente pelo SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 500 mil unidades do implante em todo o Brasil, priorizando áreas de maior vulnerabilidade social. O Amapá recebeu 2.050 unidades. Para 2026, a previsão é de distribuição de mais 1,3 milhão de implantes em todo o país.








