HU oferece programa de estimulação cognitiva para idosos e pacientes neurológicos pelo SUS

Serviço multiprofissional busca preservar a memória, a autonomia e a qualidade de vida de pessoas com doenças crônicas e degenerativas

Pacientes atendidos pelo SUS no HU-Unifap contam com um programa voltado à estimulação cognitiva e à reabilitação de funções essenciais para a vida diária. A iniciativa atende principalmente idosos e pessoas com doenças neurológicas que necessitam de acompanhamento especializado para manter ou recuperar habilidades cognitivas, funcionais e psicossociais.

O programa é desenvolvido pela Unidade de Reabilitação Multiprofissional (Umulti) e recebe pacientes por meio de encaminhamento interno ou solicitação de interconsulta realizada pelo Ambulatório Médico da unidade.

Segundo o chefe da Unidade Multiprofissional do HU, Alan Coutinho, o serviço foi criado para atender uma demanda crescente relacionada ao envelhecimento da população e aos impactos provocados por doenças crônicas e degenerativas.

“A iniciativa oferece um cuidado integral, humanizado e centrado na pessoa idosa, considerando suas necessidades clínicas, suas potencialidades, seus vínculos familiares, seu contexto social e sua capacidade de participação ativa no próprio processo terapêutico”, destacou.

O atendimento é realizado por uma equipe formada por profissionais de fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional. As atividades são conduzidas pelas especialistas Eliane Contente, Viviane Correa e Jhennifer Machado.

As sessões ocorrem semanalmente e os participantes são divididos em grupos conforme o grau de comprometimento cognitivo: leve, moderado ou grave. Entre as atividades desenvolvidas estão exercícios de estimulação cognitiva, arteterapia, dinâmicas terapêuticas, atividades psicomotoras, treinamento para atividades da vida diária, além de exercícios miofuncionais e respiratórios.

De acordo com a equipe responsável, a proposta é fortalecer capacidades como memória, atenção, linguagem, raciocínio e comunicação, contribuindo também para a manutenção da autonomia e da independência dos pacientes.

Além dos benefícios clínicos, o programa tem apresentado impactos positivos na convivência familiar e social dos participantes. Conforme relatos dos usuários, o acompanhamento favorece a autoestima, amplia a participação em atividades do cotidiano e reforça o sentimento de pertencimento.


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