Estruturação inicial contempla captação de rins e córneas; governo busca atender exigências do Sistema Nacional de Transplantes

O Governo do Amapá iniciou uma nova etapa no processo de implantação da Central Estadual de Transplantes (CET), estrutura que deve começar a operar no segundo semestre deste ano com foco inicial na captação de rins e córneas. O avanço foi discutido durante reunião técnica realizada nesta quinta-feira, 28, na Secretaria de Saúde (Sesa), em Macapá.
O encontro reuniu equipes da Sesa e da Central Estadual de Transplantes para alinhar medidas consideradas essenciais para a habilitação do serviço junto ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização da área no país.
Entre os principais pontos debatidos estiveram a adequação do espaço físico da Central, a pactuação de exames especializados ainda não ofertados no estado e a integração da rede hospitalar envolvida no processo de doação e captação de órgãos.
Segundo a coordenação da CET, o Amapá ainda precisa cumprir uma série de exigências técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para garantir o funcionamento regular da estrutura. Um relatório de auditoria do Sistema Nacional de Transplantes apontou ajustes considerados necessários para a autorização do serviço.

A médica Gracillene Lobato, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, afirmou que a implantação vem sendo construída de forma gradual para assegurar segurança e eficiência na futura operação.
“Hoje nos reunimos para conversar sobre as demandas necessárias para a estruturação da Sesa, com base em um relatório elaborado por auditoria do Sistema Nacional de Transplantes. Esse documento traz pontuações e necessidades que precisamos atender para construir esse serviço”, afirmou a médica.
De acordo com a Sesa, uma das próximas etapas será a formalização de parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), responsável pela realização de exames especializados ainda indisponíveis no Amapá.

A secretária adjunta de Atenção à Saúde, Macelir Kobayashi, destacou que o processo depende de uma rede hospitalar estruturada e integrada ao sistema federal de transplantes.
“Estamos fortalecendo ainda mais nossa rede de atenção e assistência hospitalar, envolvendo várias unidades e órgãos para garantir que tudo esteja regularizado e preparado para operar da forma correta”, explicou Macelir.
Atualmente, pacientes amapaenses que necessitam de transplantes dependem de encaminhamento para outros estados. A expectativa do governo é que, com a consolidação da Central Estadual de Transplantes, o Amapá possa reduzir essa dependência e ampliar gradualmente a oferta de procedimentos de alta complexidade no estado.








