Estudante é denunciada por injúria racial; acusada já responde por tentativa de homicídio

Ofensas de cunho racista teriam sido dirigidas a uma colega de faculdade, que já tinha sido atropelada pela acusada

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) denunciou à justiça a estudante Yandra Ebonnie Souza dos Santos pelo crime de injúria racial contra uma colega de faculdade. A acusada é a mesma que responde a uma ação penal por tentativa de homicídio após atropelar duas jovens em Macapá. O atropelamento teria ocorrido um dia depois das ofensas raciais.

A denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Ricardo Crispino Gomes, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal de Macapá, narra que os fatos ocorreram no dia 8 de outubro de 2025, na Academia Fit Gym e na Universidade UNIP, no bairro Laguinho. Segundo o MP, existia uma rivalidade entre Yandra e a vítima, Dayane Costa Moraes.

Segundo o promotor, enquanto realizava exercícios físicos na academia e fazia uma chamada de vídeo, Yandra teria avistado Dayane caminhando pela rua acompanhada de outra colega e passado a dirigir as ofensas. 

A denúncia afirma que a acusada chamou a vítima de “muito feia”, “seca”, “magra”, disse que ela tinha “cabelo de boneca” e acrescentou, em tom depreciativo, que ela “ainda seria preta”.

O MP sustenta que dentro da sala de aula da universidade, a estudante teria voltado a hostilizar a colega, aproximando-se dela, tocando em seu cabelo e afirmando: “olha, cabelo de preto”.

A peça encaminhada ao judiciário afirma que as acusações podem ser comprovadas pelo boletim de ocorrência e pelos depoimentos considerados “contundentes e convergentes” da vítima e das testemunhas colhidos durante a investigação.

Atropelamento ocorreu no dia seguinte

Dayane e Stephany foram atropeladas enquanto caminhavam

A vítima da injúria racial é uma das envolvidas no atropelamento registrado no dia seguinte ao episódio das ofensas.

Em outro processo criminal, que tramita na Vara do Tribunal do Júri de Macapá, Yandra responde por tentativa de homicídio por ter atropelado Dayane Moraes, e Stephany Miranda, outra colega de turma das duas estudantes. 

Na época, Dayane contou que no momento do atropelamento, ela e Stephany estavam a caminho da delegacia para denunciar ofensas racistas feitas pela suspeita. 

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!