Unidade orienta famílias a intensificarem os cuidados com a saúde respiratória das crianças diante do aumento da circulação de vírus; atendimentos por síndromes gripais cresceram 99% no primeiro semestre de 2026

Diante do aumento da circulação de vírus respiratórios no Amapá, o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, reforçou o alerta às famílias sobre a importância da prevenção contra as síndromes gripais. A unidade orienta que medidas simples, como manter a vacinação em dia, higienizar frequentemente as mãos e adotar a etiqueta respiratória, continuam sendo as formas mais eficazes de evitar o agravamento das doenças, especialmente entre crianças e adolescentes.
O hospital destaca que a imunização contra a Influenza e a Covid-19, disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para pessoas a partir dos seis meses de idade, é a principal aliada para reduzir casos graves, internações e óbitos durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.

O reforço nas orientações ocorre em um momento de crescimento expressivo dos atendimentos na rede pediátrica. Dados dos hospitais infantis do estado apontam que os atendimentos por síndromes gripais aumentaram 99% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 3.409 para 6.798 casos.
Os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também apresentaram alta de 9,1%, totalizando 765 ocorrências neste ano. Diante desse cenário, o Governo Federal reconheceu situação de emergência em saúde pública nos 16 municípios do Amapá, medida que permite ao Estado e às prefeituras solicitar recursos para fortalecer a assistência à população.

Segundo a enfermeira Ingrid Martins, responsável pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, parte do aumento observado está relacionada à atualização dos critérios de notificação definidos pelo Ministério da Saúde. Sintomas como coriza, dor de garganta e faringite, antes classificados como resfriado comum, passaram a integrar a definição clínica de síndrome gripal, ampliando o número de registros.
A especialista também explica que o comportamento sazonal das doenças respiratórias mudou neste ano. Enquanto em 2025 o maior volume de casos foi registrado entre maio e junho, em 2026 o pico ocorre entre junho e julho, situação que pode estar relacionada às mudanças climáticas e às condições favoráveis para a circulação dos vírus.
Além da vacinação, o HCA recomenda lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel 70%, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar utilizando o antebraço ou lenço descartável e evitar a exposição de crianças com sintomas a ambientes coletivos, medidas que ajudam a reduzir a transmissão dos vírus.
Para atender ao aumento da demanda, o Hospital da Criança e do Adolescente mantém um plano de contingência que prevê reforço das equipes, ampliação de leitos e acompanhamento diário da ocupação hospitalar. Segundo o balanço mais recente, a unidade registra 67,96% de ocupação dos leitos clínicos e 61,29% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), indicadores monitorados continuamente para garantir assistência às crianças durante o período de maior incidência das doenças respiratórias.








