Justiça mantém prisão de acusado de matar companheira a facadas na frente da filha

Crime ocorreu no bairro Hospitalidade, em Santana; Delson Junior Cardoso Carvalhor será julgado pelo Tribunal do Júri em 22 de outubro

O juiz Fábio Silveira Gurgel, da 2ª Vara Criminal e Tribunal do Júri de Santana, manteve a prisão preventiva de Delson Junior Cardoso Carvalho, acusado de matar a ex-companheira, Rivone Pereira dos Santos, com golpes de faca na presença da filha do casal, de 17 anos.

A decisão é decorrente da revisão periódica da prisão preventiva do acusado. Ao analisar a necessidade de manter Delson preso, o juiz destacou a violência empregada no crime. Conforme a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a vítima foi atacada de forma súbita e recebeu várias facadas, na presença da filha adolescente.

Julgamento marcado para outubro

A Justiça também afastou a alegação de excesso de prazo, destacando que o processo tramita regularmente e que o julgamento de Delson pelo Tribunal do Júri de Santana está marcado para o dia 22 de outubro de 2026, às 8h.

Delson vai ser julgado por feminicídio, homicídio praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, englobando casos de violência doméstica e familiar ou de menosprezo/discriminação à condição de mulher.

Condenação anterior

Outro fundamento utilizado para manter a prisão foi o histórico criminal do acusado. Segundo a decisão, Delson possui condenação definitiva anterior por homicídio, com pena cumprida até 2023.

Para o magistrado, esse antecedente, somado à forma como o feminicídio teria sido cometido, demonstra risco de “reiteração delitiva” e justifica a manutenção da prisão preventiva.

O feminicídio

De acordo com o inquérito policial,  Delson Júnior Cardoso Carvalho matou a ex-companheira no dia 1º de janeiro de 2026, a facadas no bairro Hospitalidade, município de Santana, na Região Metropolitana de Macapá. Segundo a denúncia do MP, ele desferiu diversos golpes de faca contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.   

As investigações apontam que o crime foi motivado por ciúmes e sentimento de posse, mesmo com o fim do relacionamento. O ataque ocorreu na presença da filha do casal, de 17 anos, que testemunhou a agressão e relatou os momentos de violência.  

Em depoimento, Delson confessou ter cometido o crime, afirmando que “perdeu o controle” após uma discussão. Testemunhas também relataram que o relacionamento era marcado por conflitos e histórico de violência doméstica. 

Delson Junior Cardoso Carvalho foi preso em flagrante no dia do crime e com a nova decisão, seguirá preso aguardando julgamento.  

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