A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte

Em evento na cidade de Camaçari (BA), nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a exploração de petróleo na Margem Equatorial e afirmou que pretende avançar em uma parceria com a Petróleos Mexicanos (Pemex) para exploração no Golfo do México.
“Porque a Claudia [Sheinbaum, presidente do México] quer, nós queremos, e a Magda [Chambriard, presidente da Petrobras] sabe que a gente pode entrar. A gente quer prospectar em águas profundas, em sociedade com a Pemex, no Golfo do México“, disse.
“Logo, logo, se prepare para a Margem Equatorial”, afirmou o presidente, durante o anúncio de investimentos da Petrobras na Bahia, em visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que retomou a produção em janeiro.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, na terça-feira (12), que conversou com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre oportunidades de parceria da companhia brasileira com a Pemex para explorar a porção mexicana do Golfo do México.
Desde o ano passado, Lula tem intensificado o discurso em defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Em outra ocasião, ele disse que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estava de “lenga-lenga” e parecia atuar “contra o governo”.
Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região. O aval foi exclusivo para pesquisa exploratória, e a companhia iniciou a perfuração imediatamente após a autorização.
Nessa quarta-feira (13), o Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar suspender a licença ambiental que autoriza a Petrobras a perfurar o bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.
O pedido ocorre após a Justiça Federal no Amapá ter mantido a autorização.








