“Nosso petróleo é a floresta em pé”, defende Capiberibe

Para Capiberibe, a biodiversidade amazônica reúne riquezas capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento

Para o candidato ao senado “o açaí é o nosso petróleo sem precisar esperar dez anos para ter resultados”

Em meio aos debates sobre a possível exploração de petróleo na costa do Amapá, o ex-governador e ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB), candidato ao Senado, voltou a defender a floresta em pé como uma das principais riquezas estratégicas do estado. A declaração foi feita nas redes sociais, espaço que o político vem utilizando como principal plataforma de sua campanha eleitoral.

O açaí coletado e comercializado in natura emprega hoje milhares de famílias no Amapá e sustenta uma base econômica muito ampla. Quando você desdobra a cadeia produtiva do açaí, pode multiplicar esse número de empregos por dez”, declarou Capi ao ConectAmapá ao defender a atividade econômica. Para o candidato ao senado “o açaí é o nosso petróleo sem precisar esperar dez anos para ter resultados“.

Com uma campanha independente e sem vínculo com os principais grupos políticos do Amapá, Capiberibe tem concentrado sua comunicação diretamente nas redes sociais, onde apresenta propostas e resgata temas que marcaram sua trajetória política, especialmente a defesa da Amazônia e de um modelo de desenvolvimento baseado no uso sustentável dos recursos naturais.

BIODIVERSIDADE

Nosso petróleo é a floresta em pé”, afirmou o ex-governador, ao sustentar que o futuro econômico do Amapá não precisa estar condicionado à exploração de combustíveis fósseis. Para Capiberibe, a biodiversidade amazônica reúne riquezas capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento sem a necessidade de destruir a floresta.

A defesa da bioeconomia não é uma bandeira recente na trajetória do candidato. Muito antes de o açaí se transformar em um produto conhecido mundialmente e conquistar mercados dentro e fora do Brasil, Capiberibe já chamava atenção para o potencial econômico dos produtos da floresta e para a necessidade de agregar valor às riquezas naturais do Amapá.

Muito antes de o açaí se transformar em um produto conhecido mundialmenteCapiberibe já chamava atenção para o potencial econômico dos produtos da floresta

EXPERIÊNCIA

A visão esteve presente durante sua gestão à frente do governo estadual, entre 1994 e 2002, quando foi implementado o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (Pdsa). A iniciativa buscava criar alternativas econômicas a partir dos recursos naturais disponíveis no estado, conciliando geração de renda, valorização das comunidades locais e conservação da floresta nativa.

O posicionamento volta a ganhar espaço no cenário político amapaense justamente em um momento de forte discussão sobre a possibilidade de exploração de petróleo na costa do estado. O debate coloca frente a frente diferentes visões sobre as oportunidades econômicas para o Amapá e os possíveis impactos ambientais associados à atividade.

Ao resgatar a ideia de que a floresta pode representar uma riqueza comparável às grandes matrizes econômicas tradicionais, Capiberibe procura recolocar a bioeconomia no centro da discussão sobre o futuro do estado. A proposta também reforça uma característica histórica de sua atuação política: a defesa de alternativas de desenvolvimento para a Amazônia que tenham a conservação ambiental como um de seus pilares.

CAMPANHA

Na disputa por uma vaga no Senado, o candidato aposta em uma campanha independente e fortemente concentrada no ambiente digital para apresentar suas ideias diretamente ao eleitor. A estratégia procura diferenciar sua candidatura dos grupos políticos tradicionais do estado e dar destaque a temas que considera centrais para o desenvolvimento do Amapá, entre eles a valorização da floresta, dos produtos da biodiversidade e das atividades econômicas sustentáveis.

Para Capiberibe, a discussão sobre o petróleo não deve se limitar à possibilidade de exploração de uma nova fonte de receita. O debate, segundo a visão apresentada pelo candidato, também envolve a escolha de qual modelo de desenvolvimento o Amapá pretende construir para as próximas décadas — baseado na exploração de recursos fósseis ou na valorização permanente da biodiversidade amazônica.

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!