Operação da Draco faz maior apreensão de dinheiro em espécie da história do Amapá

Ação comandada pelo delegado Estefano Santos, com apoio da Core, integra investigação contra o crime organizado

Uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), comandada pelo delegado Estefano Santos e realizada com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), resultou na apreensão de mais de 2 milhões em dinheiro em um condomínio localizado na Rodovia Duca Serra, em Macapá.

Segundo onformações a ação faz parte de um procedimento voltado ao combate à criminalidade organizada e que tramita sob sigilo judicial. Até o momento, não foram divulgados oficialmente o valor apreendido, a origem do dinheiro e os alvos da operação.

A ação, denominada Testa de Ferro, investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa do Rio de Janeiro (RJ) com atuação no Amapá.

Crimes eleitorais

https://youtu.be/rKppy0jKYqA?si=U_N6X9viBZnwStm- via @YouTube

Diante da circulação de informações relacionando a operação ao período eleitoral, a Draco e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) divulgaram nota de esclarecimento para afastar interpretações de que a investigação tenha como objeto supostas práticas de compra de votos ou boca de urna.

Segundo os órgãos, o procedimento apuratório em andamento não investiga crimes eleitorais.

A manifestação ressalta que informações e boatos que associam a investigação a “boca de urna” ou “compra de votos” não correspondem ao objeto da apuração conduzida pelas instituições.

Investigação está sob sigilo

Draco e Gaeco também informaram que o procedimento permanece sob sigilo judicial, medida destinada a preservar a efetividade das diligências que ainda estão sendo realizadas.

O sigilo também impede, por enquanto, conhecer o contexto em que ocorreu a apreensão considerada a maior quantidade de dinheiro em espécie já recolhida em uma operação policial no estado.

A investigação permanece em andamento. Novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis à medida que o avanço das diligências e as determinações judiciais permitirem.

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