Dengue deve atingir 1,8 milhão de brasileiros em 2026, porém Amapá deve ter incidência mais baixa que 2025

A estimativa —que considera o período de 12 meses a partir de outubro de 2025— é resultado do InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge

As análises para a próxima temporada sugerem um ano com características epidêmicas
As análises para a próxima temporada sugerem um ano com características epidêmicas

O Brasil poderá chegar a 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026. Destes, 54% são esperados no estado de São Paulo. O próximo ano deverá ser o segundo maior em número de infecções desde 2010.

A estimativa —que considera o período de 12 meses a partir de outubro de 2025— é resultado do InfoDengue–Mosqlimate Dengue Challenge, um desafio internacional dos projetos InfoDengue e Mosqlimate, em parceria com a Fiocruz  (Fundação Oswaldo Cruz) e a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Acre e Tocantis (Norte), Rio Grande do Norte (Nordeste), São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo (Sudeste), e todas as unidades federativas do Sul e do Centro-Oeste têm a expectativa de alcançar coeficiente de incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes, o que é considerado epidemia, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Porém, em 2026, vale ressaltar que o Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Acre e Amapá deverão ter incidência mais baixa do que a registrada neste ano. Espera-se um coeficiente maior em Santa Catarina, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Os demais terão taxas semelhantes a atual, projeta a análise.

As análises para a próxima temporada sugerem um ano com características epidêmicas, mas sem sinais de alcançar os extremos de incidência observados em 2024.

Na opinião do coordenador do estudo e professor da EMAp/FGV (Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas), Flávio Codeço Coelho, os investimentos em prevenção precisam continuar.

Estamos com uma expectativa positiva para o ano que vem, porque não tem um aumento grande em relação a este ano. Climaticamente, vamos entrar em um ano tranquilo. Historicamente, com o La Niña, no clima global, temos menos casos de dengue no Brasil. Apesar de os números continuarem elevados, teremos uma folga aí, mas realmente os desafios climáticos são sérios e há um crescimento da doença em função do aumento das temperaturas médias“, afirma Flávio.

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