Nova rodada da pesquisa mostra redução expressiva da vantagem de Rayssa Furlan, enquanto senador Randolfe Rodrigues mantém trajetória de crescimento

A mais recente pesquisa do Instituto Veritá para a disputa ao Senado Federal no Amapá revela uma mudança significativa no cenário eleitoral. Após iniciar a série de levantamentos com ampla vantagem, a ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan (Podemos), registrou queda de 20,4 pontos percentuais na intenção espontânea de votos válidos e passou a aparecer tecnicamente empatada com o senador Randolfe Rodrigues (PT).
Na pesquisa mais recente, realizada entre 1º e 5 de julho, Rayssa aparece com 33,8% dos votos válidos, contra 30,8% de Randolfe. Como a margem de erro do levantamento é de 3,5 pontos percentuais, a diferença de apenas três pontos configura empate técnico entre os dois pré-candidatos.
Queda contínua
Os próprios gráficos divulgados pelo Instituto Veritá evidenciam a tendência de queda da ex-primeira-dama ao longo dos últimos três meses.
Na primeira rodada da pesquisa, realizada entre 23 e 28 de abril, Rayssa liderava com 54,2% dos votos válidos, enquanto Randolfe aparecia com 28,8% e Lucas Barreto (PSD) com 13,4%.

Na segunda pesquisa, realizada entre 27 e 31 de maio, Rayssa caiu para 42,4%, Randolfe subiu para 30,6%, e Lucas Barreto alcançou 18,1%.
Agora, na terceira rodada, Rayssa registra 33,8%, Randolfe 30,8% e Lucas Barreto 18,0%.
Em apenas três meses, a vantagem de Rayssa sobre Randolfe despencou de 25,4 pontos percentuais para apenas três pontos, alterando significativamente o quadro da disputa.

Crescimento de outros nomes pode explicar mudança
O próprio material da pesquisa indica um crescimento expressivo dos demais candidatos Lucas Barreto (PSD) 18,0% João Capiberibe (PSB) 3,6%, Alliny Serrão (união) 6,7%, Teles Júnior (PDT) 2,4% e Acácio Favacho (MDB) que passou para mais 30% na rodada mais recente.
Esse avanço pode refletir a entrada e maior consolidação de outros pré-candidatos ao Senado, como João Capiberibe (PSB), Acácio Favacho (MDB), Teles Júnior (PDT), entre outros nomes que passaram a participar do debate eleitoral nos últimos meses.
Escândalos também podem ter influenciado
Outro fator que pode estar relacionado à queda observada nas pesquisas é o desgaste político decorrente da crise enfrentada pela gestão do então prefeito de Macapá, Antônio Furlan, marido de Rayssa Furlan.
Nos últimos meses, a Prefeitura de Macapá foi alvo de sucessivas operações policiais e investigações envolvendo suspeitas de corrupção, culminando no afastamento judicial de Furlan e, posteriormente, em sua renúncia ao cargo.
Como a pesquisa não mede as razões da escolha do eleitorado, não é possível afirmar quais fatores determinaram a redução das intenções de voto da pré-candidata. Entretanto, a coincidência temporal entre o avanço de novos concorrentes na disputa e o desgaste provocado pelos desdobramentos políticos e judiciais envolvendo a administração municipal constitui uma hipótese que pode contribuir para explicar a mudança observada no cenário eleitoral.
Cenário nacional também apresenta equilíbrio
O levantamento do Veritá também avaliou a disputa presidencial no Amapá e aponta um quadro de equilíbrio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 44,5% e o senador Flávio Bolsonaro (PL) 42,6%.

Considerando a margem de erro de 3,5 pontos percentuais, os dois aparecem em situação de empate técnico, indicando uma disputa bastante competitiva entre os principais campos políticos também na eleição presidencial.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Veritá, por iniciativa própria, com 1.030 entrevistas, margem de erro de 3,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral. O material divulgado corresponde às pesquisas espontâneas realizadas entre abril, maio e julho de 2026.








