Estado registrou expansão de 48,8% no estoque de vínculos formais entre janeiro de 2023 e junho de 2026 e ficou atrás apenas de Roraima e Distrito Federal, segundo dados da RAIS Mensal

O Amapá registrou o terceiro maior crescimento proporcional do emprego formal do Brasil entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Segundo dados da RAIS Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de vínculos formais no estado avançou 48,8% no período, desempenho muito acima da média nacional, que ficou em 19,1%.
No ranking proporcional entre as unidades da Federação, o Amapá aparece atrás somente de Roraima, que registrou crescimento de 70,8%, e do Distrito Federal, com 51,9%. Depois do Amapá aparecem Tocantins, com 45,9%, e Piauí, com 39,5%.
Os números foram apresentados nesta quinta-feira (13), durante cerimônia no Ministério do Trabalho e Emprego.
Amapá acompanha avanço do Norte
O desempenho amapaense ocorre em um cenário de forte expansão do mercado formal na Região Norte.
Entre as cinco regiões brasileiras, o Norte apresentou o maior crescimento proporcional do país, com alta de 34,7% no estoque de vínculos formais. O índice ficou à frente do Centro-Oeste, com 28,6%; Nordeste, com 27,6%; Sudeste, com 14,6%; e Sul, com 12,3%.
O resultado do Amapá, de 48,8%, supera, portanto, tanto a média da Região Norte quanto o índice nacional registrado no mesmo período.
Considerando a variação nacional de 19,1%, o crescimento proporcional apresentado pelo Amapá foi mais de duas vezes e meia superior à média brasileira.
Brasil criou 10,1 milhões de vínculos
Em todo o país, o mercado de trabalho acumulou 10.100.342 novos vínculos formais entre janeiro de 2023 e junho de 2026, expansão de 19,1%.
Com isso, o estoque nacional chegou a 62.891.209 vínculos de trabalho formal em junho deste ano.
Somente no primeiro semestre de 2026 foram acrescentados cerca de 2,2 milhões de vínculos, crescimento de 3,6%. Até o final de 2025, o aumento acumulado desde janeiro de 2023 era de aproximadamente 7,9 milhões.
Os trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo temporários, apresentaram aumento de 4,75 milhões de vínculos no período. O estoque passou de 43,4 milhões, em janeiro de 2023, para 48,15 milhões em junho de 2026.
Entre os agentes públicos, o estoque chegou a aproximadamente 14,3 milhões de vínculos.
Dados nacionais

O setor de Serviços foi responsável pelo maior crescimento absoluto do emprego formal brasileiro. Foram adicionados 8,45 milhões de vínculos, expansão de 28,3%.
O estoque do setor passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões, aumentando sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%.
Dentro desse segmento, o conjunto formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais apresentou crescimento de 6,03 milhões de vínculos, equivalente a 42,1%.
A Indústria acrescentou 832 mil vínculos, alta de 10%, enquanto a Construção registrou crescimento de 357 mil postos, ou 13,3%. O Comércio avançou aproximadamente 340 mil vínculos, e a Agropecuária acrescentou 88 mil.
Participação feminina também aumenta
Os dados nacionais mostram ainda uma expansão mais acentuada dos vínculos ocupados por mulheres. O estoque feminino cresceu 25%, enquanto entre os homens o avanço foi de 14,5%.
A participação das mulheres no estoque de empregos formais passou de 44,5% para 46,4% entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
Os números da RAIS Mensal colocam o Amapá entre os principais destaques nacionais na expansão proporcional do mercado formal de trabalho, com crescimento de 48,8% em pouco mais de três anos — resultado que coloca o estado na terceira posição do país nesse indicador.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), eSocial e RAIS Mensal, dados referentes ao período de 1º de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2026.








