Operação de transporte é cercada de cautela, já que a primeira amostra é considerada “ouro” para a companhia

O óleo da descoberta da Petrobras no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, deve levar cerca de três semanas para chegar ao Rio de Janeiro, para ser analisado no centro de pesquisas da estatal, o Cenpes, segundo o gerente-geral de águas ultraprofundas da companhia, Fábio Passarelli. A apuração é da Agência Reuters, publicada pelo Portal Valor.
O óleo está indo de caminhão para o Rio de Janeiro em uma operação cercada de cautela, visto que a primeira amostra é considerada “ouro” para a companhia.
“É uma carga delicada, mesmo em pequena quantidade, e demora mesmo porque tem uma logística especial. É uma amostra que não pode se perder porque vale ouro. Se perder essa, não tem outra”, afirmou Passarelli.
A descoberta de hidrocarbonetos no poço de Morpho foi anunciada no último dia 14 e gera grande expectativa dentro da estatal e do governo.A análise dessa amostra será feita em um laboratório extremamente específico do Cenpes, chamado PVT (Pressão, Volume e Temperatura).
“É um laboratório altamente tecnológico e toda primeira descoberta é feita nele. Lá se conhece o que é o fluido, quais contaminantes ele tem, o DNA do negócio, do óleo. Ali se fazem levantamentos termodinâmicos e se analisam pressão, volume e temperatura, que são informações básicas para entender o fluido”, acrescentou.
A Margem Equatorial, onde está a Bacia da Foz do Amazonas, é uma grande aposta da Petrobras para a reposição de suas reservas, que devem entrar em trajetória de declínio a partir de 2034.








