Homem é condenado a 32 anos de prisão por matar ex-companheira em Vitória do Jari

Crime ocorreu após uma discussão na casa da vítima; Justiça reconheceu feminicídio praticado no contexto de violência doméstica e agravou a pena porque o filho dela presenciou o crime

O Tribunal do Júri de Vitória do Jari condenou Marcos Freitas da Silva a 32 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio da ex-companheira, Maria Antônia Pinto Azevedo. O crime aconteceu na madrugada de 7 de março de 2025, na residência da vítima, no bairro Prainha.

De acordo o inquérito policial, após uma discussão provocada pela recusa da mulher em manter intimidades com o ex-companheiro, Marcos usou uma faca para golpeá-la no tórax. O ferimento perfurou o coração e provocou um traumatismo torácico. Maria Antônia morreu no dia seguinte, em decorrência da perda excessiva de sangue.

Filho presenciou o crime

Os jurados acolheram a acusação apresentada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) e rejeitaram a versão da defesa de que a morte teria ocorrido acidentalmente. A pena foi agravada porque o feminicídio ocorreu na presença do filho socioafetivo da vítima, de 11 anos. A Justiça também considerou o motivo fútil e o contexto de violência doméstica.

Na definição da pena, o juiz Moisés Ferreira Diniz, levou em conta ainda as consequências do crime para a criança, que ficou sem a mãe e passou a ser cuidada pela tia.

Condenado não poderá recorrer em liberdade

Além da prisão, Marcos foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais aos familiares da vítima. A Justiça determinou a execução imediata da pena e manteve a prisão preventiva do condenado. Com isso, ele não poderá recorrer em liberdade.

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