Investigação identificou grupos formados por guianenses, surinameses e brasileiros envolvidos em ataques a comércios, postos de combustível e agências dos Correios

Uma grande investigação da Gendarmaria da Guiana Francesa esclareceu 64 roubos cometidos entre abril de 2024 e janeiro de 2026 em diferentes pontos do território. Ao todo, 18 pessoas foram presas.
Os crimes aconteciam principalmente durante a madrugada, entre 23h e 4h. Os criminosos invadiam estabelecimentos e utilizavam ferramentas para arrombar ou cortar cofres. Entre os principais alvos estavam comércios, restaurantes, postos de combustíveis, lojas e unidades dos Correios.
Identificação dos grupos criminosos
O cruzamento dos procedimentos permitiu identificar a atuação de diferentes facções, cuja composição mudava de acordo com os crimes praticados.
Entre os suspeitos estão guianenses, surinameses e brasileiros. Segundo a investigação, alguns dos envolvidos teriam ligação com a Família Terror do Amapá (FTA), facção criminosa originária do estado brasileiro do Amapá, que faz fronteira com a Guiana Francesa.
Onze suspeitos já foram condenados
O balanço divulgado pela Gendarmaria aponta 64 crimes esclarecidos, 14 operações policiais e 18 pessoas presas. Dos detidos, 11 já foram condenados a penas de prisão em regime fechado.
Dois dos presos também eram procurados pela Justiça brasileira e tinham mandados de prisão expedidos pelas autoridades do Brasil.
Mobilidade e fronteira dificultaram investigação
O caso também revelou a complexidade das investigações contra grupos criminosos que atuam em diferentes regiões da Guiana Francesa e atravessam fronteiras.
De acordo com a Gendarmaria, a mobilidade das equipes e os vínculos transfronteiriços dificultaram o trabalho dos investigadores. Pela posição estratégiaca, uma Brigada de Kourou foi destacada para conduzir investigações envolvendo crimes registrados em todo o território da Guiana Francesa.








